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O efeito do álcool na condução em diferentes fases de alcoolemia / Norberto Fernando Nogueira Durães ; ori. tese Sara Maria Pinho Ferreira, João Manuel Abreu dos Santos Baptista

Autor: DURÃES, Norberto Fernando NogueiraAutor secundário: FERREIRA, Sara Maria Pinho; BAPTISTA, João Manuel Abreu dos Santos Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: Porto : [s.l.], 2016Descrição física: 71, 6 p. : il.; 30 cm PDFColeção: EstudosNota de dissertação ou tese: Dissertação apresentada para obtenção do grau de Mestre Engenharia de Segurança e Higiene Ocupacionais Faculdade de Engenharia da Universidade do PortoAssunto: 1183 | CONDUÇÃO SOB A INFLUÊNCIA DO ÁLCOOL | 5618CDU: 36 Localização e Cota : EST1189 Resumo: Desde há muito tempo que se reconhece que a condução sob o efeito do álcool aumenta significativamente o risco de acidentes rodoviários. Existem vários estudos que alertam para o facto de o álcool no sangue afetar várias funções motoras e cognitivas do indivíduo importantes na condução. Nesse sentido, um pouco por todo o mundo, têm vindo a ser tomadas medidas preventivas, com o intuito de diminuir os acidentes rodoviários potenciados pelo consumo dessa substância. Em Portugal a taxa de álcool no sangue (TAS) permitida é de 0,49 gramas de álcool por litro de sangue (g/l), exceto para determinados tipos de condutores, em que o limite é de 0,2 g/l. Este estudo pretende aferir a influência da TAS durante a condução em diferentes níveis moderados de TAS, comparando a fase ascendente com a fase descendente. Este trabalho tem a particularidade de analisar o desempenho da condução em dois níveis de TAS, considerados como o limite permitido por lei em muitos países. Para tal, submeteram-se 20 voluntários a 5 ensaios experimentais de condução no simulador de condução (DriS). Os ensaios experimentais foram efetuados com e sem álcool, sendo a ingestão deste controlada até obterem o nível de alcoolemia máximo, de aproximadamente 0,49 g/l. Em cada ensaio, considerou-se um conjunto variado de eventos, nomeadamente questões de resposta certa ou errada, para melhor aferir o desempenho na condução, perante situações práticas específicas. Paralelamente aos ensaios, cada voluntário preencheu dois tipos de questionários, baseados na Visual Analogue Scale, em 4 momentos de TAS, com o objetivo de se autoavaliarem quanto à disposição e confiança para conduzirem, bem como sobre a sensibilidade de intoxicação alcoólica. Através dos dados registados nas diversas variáveis, que caracterizam a condução no DriS, foi possível analisar o desempenho da condução com base na análise estatística ANOVA e na observação de gráficos. As variáveis analisadas, tais como, velocidade, travão, ângulo do volante e distância ao eixo da via, mostraram, em geral, relevância estatística para os 5 ensaios e, em alguns casos, a influência nos resultados de determinadas variáveis que caracterizam os voluntários (idade e tipo de consumidor de álcool). Contudo, a análise visual dos gráficos não mostra uma evidente tendência no desempenho do condutor de ensaio para ensaio, embora traduza claramente que, após a ingestão do álcool, surgem alterações no comportamento e no desempenho dos voluntários, em particular, na fase descendente da CAS, revelando a presença do erro prolongado. No entanto, é visível, em todos os gráficos, que o momento de TAS máximo destaca-se em relação aos momentos (ante) precedentes. Note-se que o facto de a variação da TAS entre ensaios não ser muito elevada, torna mais difícil obter resultados que evidenciem, de forma clara, as alterações no desempenho da condução. Verificou-se ainda que o número de respostas erradas às questões colocadas durante os ensaios foi maior no momento de TAS máxima, indiciando que o processamento da informação foi afetado. Adicionalmente, os resultados dos questionários permitiram concluir que, de uma forma geral, os participantes responderam que se sentiam altamente confiantes, disponíveis e capazes de conduzir na fase descendente, ainda com TAS, o que indicia que se possa estar perante o efeito da tolerância ao álcool. Este fenómeno induz a decisão de conduzir sob o efeito do álcool, aumentando o risco de acidentes rodoviários.
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Monografias Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
EST1189 (Browse shelf) 8903 Available

Dissertação apresentada para obtenção do grau de Mestre Engenharia de Segurança e Higiene Ocupacionais
Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Desde há muito tempo que se reconhece que a condução sob o efeito do álcool aumenta
significativamente o risco de acidentes rodoviários. Existem vários estudos que alertam para o
facto de o álcool no sangue afetar várias funções motoras e cognitivas do indivíduo importantes
na condução. Nesse sentido, um pouco por todo o mundo, têm vindo a ser tomadas medidas
preventivas, com o intuito de diminuir os acidentes rodoviários potenciados pelo consumo dessa
substância. Em Portugal a taxa de álcool no sangue (TAS) permitida é de 0,49 gramas de álcool
por litro de sangue (g/l), exceto para determinados tipos de condutores, em que o limite é de 0,2
g/l. Este estudo pretende aferir a influência da TAS durante a condução em diferentes níveis
moderados de TAS, comparando a fase ascendente com a fase descendente. Este trabalho tem a
particularidade de analisar o desempenho da condução em dois níveis de TAS, considerados
como o limite permitido por lei em muitos países. Para tal, submeteram-se 20 voluntários a 5
ensaios experimentais de condução no simulador de condução (DriS). Os ensaios experimentais
foram efetuados com e sem álcool, sendo a ingestão deste controlada até obterem o nível de
alcoolemia máximo, de aproximadamente 0,49 g/l. Em cada ensaio, considerou-se um conjunto
variado de eventos, nomeadamente questões de resposta certa ou errada, para melhor aferir o
desempenho na condução, perante situações práticas específicas. Paralelamente aos ensaios, cada
voluntário preencheu dois tipos de questionários, baseados na Visual Analogue Scale, em 4
momentos de TAS, com o objetivo de se autoavaliarem quanto à disposição e confiança para
conduzirem, bem como sobre a sensibilidade de intoxicação alcoólica. Através dos dados
registados nas diversas variáveis, que caracterizam a condução no DriS, foi possível analisar o
desempenho da condução com base na análise estatística ANOVA e na observação de gráficos.
As variáveis analisadas, tais como, velocidade, travão, ângulo do volante e distância ao eixo da
via, mostraram, em geral, relevância estatística para os 5 ensaios e, em alguns casos, a influência
nos resultados de determinadas variáveis que caracterizam os voluntários (idade e tipo de
consumidor de álcool). Contudo, a análise visual dos gráficos não mostra uma evidente tendência
no desempenho do condutor de ensaio para ensaio, embora traduza claramente que, após a
ingestão do álcool, surgem alterações no comportamento e no desempenho dos voluntários, em
particular, na fase descendente da CAS, revelando a presença do erro prolongado. No entanto, é
visível, em todos os gráficos, que o momento de TAS máximo destaca-se em relação aos
momentos (ante) precedentes. Note-se que o facto de a variação da TAS entre ensaios não ser
muito elevada, torna mais difícil obter resultados que evidenciem, de forma clara, as alterações
no desempenho da condução. Verificou-se ainda que o número de respostas erradas às questões
colocadas durante os ensaios foi maior no momento de TAS máxima, indiciando que o
processamento da informação foi afetado. Adicionalmente, os resultados dos questionários
permitiram concluir que, de uma forma geral, os participantes responderam que se sentiam
altamente confiantes, disponíveis e capazes de conduzir na fase descendente, ainda com TAS, o
que indicia que se possa estar perante o efeito da tolerância ao álcool. Este fenómeno induz a
decisão de conduzir sob o efeito do álcool, aumentando o risco de acidentes rodoviários.

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