Ain’t I a Human? : escritos de prisão e o direito à palavra / Mafalda da Gama Gonçalves Pereira ; ori. tese Marinela Carvalho Freitas
Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: [S.l. : s.n.], 2022Descrição física: 123 p.; 30 cm em PDFColeção: EstudosNota de dissertação ou tese: Dissertação realizada no âmbito do Mestrado em Estudos Literários, Culturais e Interartes, Ramo de Estudos Comparatistas e Relações InterculturaisAssunto: 3523 | 5106 | DIREITO À PALAVRA, PORTUGAL CDU: 401932Localização e Cota : EST1174 Resumo: Esta dissertação propõe uma leitura de alguns textos de pessoas encarceradas, redigidos no século XXI, problematizando, a partir deles e com eles, o ilusório caráter universal do direito à palavra. Apoiando-se na área emergente dos Estudos de Prisão, e aliando a investigação teórica ao trabalho de campo e de intervenção social, este trabalho analisa os escritos-de-cela produzidos no campo de detenção da Baía de Guantánamo, em cadeias argentinas e em cadeias portuguesas. O objetivo principal será dar conta da importância da expressão literária no contexto quer das detenções políticas, quer do encarceramento legal, mostrando como as vozes do cárcere colocam em causa os enquadramentos sociais que as aprisionam em molduras sub-humanas, perigosas e marginais. Ao desconstruírem estes enquadramentos normativos enraizados no imaginário social, os escritos de prisão comportam um ato de esperança na credibilização das vozes que deles emergem, reivindicando o seu estatuto humano e político. Por constituírem saberes desvalorizados, raramente tidos em conta nas narrativas oficiais que justificam a presença de prisões em todo o mundo, tentaremos demonstrar como o estudo de escritos de prisão e a criação de centros universitários, de forma presencial, dentro dos estabelecimentos prisionais portugueses seriam essenciais para o estabelecimento de uma “ecologia de saberes” (Sousa Santos) e para o reconhecimento da potência social da escrita.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST1174 (Browse shelf) | 8813 | Available | DGRSP8813 |
Dissertação realizada no âmbito do Mestrado em Estudos Literários, Culturais e Interartes, Ramo de Estudos Comparatistas e Relações Interculturais
Esta dissertação propõe uma leitura de alguns textos de pessoas encarceradas, redigidos no século XXI, problematizando, a partir deles e com eles, o ilusório caráter universal do direito à palavra. Apoiando-se na área emergente dos Estudos de Prisão, e aliando a investigação teórica ao trabalho de campo e de intervenção social, este trabalho analisa os escritos-de-cela produzidos no campo de detenção da Baía de Guantánamo, em cadeias argentinas e em cadeias portuguesas. O objetivo principal será dar conta da importância da expressão literária no contexto quer das detenções políticas, quer do encarceramento legal, mostrando como as vozes do cárcere colocam em causa os enquadramentos sociais que as aprisionam em molduras sub-humanas, perigosas e marginais. Ao desconstruírem estes enquadramentos normativos enraizados no imaginário social, os escritos de prisão comportam um ato de esperança na credibilização das vozes que deles emergem, reivindicando o seu estatuto humano e político. Por constituírem saberes desvalorizados, raramente tidos em conta nas narrativas oficiais que justificam a presença de prisões em todo o mundo, tentaremos demonstrar como o estudo de escritos de prisão e a criação de centros universitários, de forma presencial, dentro dos estabelecimentos prisionais portugueses seriam essenciais para o estabelecimento de uma “ecologia de saberes” (Sousa Santos) e para o reconhecimento da potência social da escrita.
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