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O impacto da atividade física e da alimentação na qualidade de sono dos agentes que realizam turnos [Recurso eletrónico] / Sérgio Guimarães Paulo

Autor: PAULO, Sérgio GuimarãesIdioma: Português.Publicação: Lisboa : [s.n.], 2015Descrição física: 1 CD-ROM; 12 cmAssunto: 235029 | 335731 | 104976 | 343232 | 234873 | 291235 | 272423 | 334284 | 2697Resumo: A profissão de Polícia está frequentemente relacionada com elevadas cargas de stress e fadiga devido ao contato com suspeitos de crimes, a atuações problemáticas, imprevisíveis e perigosas, ao trabalho por turnos, a um sono deficiente, à falta de atividades desportivas e de lazer, bem como a uma má alimentação. Este estilo de vida reduz a qualidade de vida e aumenta drasticamente a probabilidade de surgirem diversas doenças físicas e mentais. A literatura sugere uma forte relação entre a atividade física e o sono ou a alimentação. Contudo, a associação entre estas três variáveis nunca foi estudada nas polícias portuguesas, mais concretamente na Polícia de Segurança Pública. O nosso estudo é composto por 933 polícias da Polícia de Segurança Pública e tem como principal objetivo analisar o efeito da Atividade Física e dos Hábitos Alimentares na Qualidade de Sono dos agentes e chefes que realizam turnos e compará-los entre si. Os instrumentos de recolha de dados utilizados foram o Questionário de Frequência Alimentar, o Questionário Internacional de Atividade Física – versão curta e o Questionário de Pittsburgh sobre a Qualidade do Sono. O programa de análise utilizado no tratamento estatístico foi o SPSS, versão 22. Da análise estatística podemos constatar que os elementos policiais apresentam bons níveis de atividade física, subdividida de forma equilibrada, entre atividade física moderada (48.8%) e vigorosa (40.3%). Com o aumento da idade os níveis de atividade física e o consumo alimentar diminuem, não havendo grandes alterações na composição corporal, contudo a qualidade de sono apresenta uma tendência para piorar. Com o aumento da atividade física em MET a tendência é para consumir mais nutrientes, à exceção do álcool. Foram ainda encontradas evidências de que o nível de atividade física e os hábitos alimentares são os principais preditores da qualidade de sono, assim como a idade e o índice de massa corporal. Neste sentido, consideramos que devem ser implementados planos para aumentar os níveis de atividade física, de qualidade de sono e melhoria dos hábitos alimentares com o objetivo de aumentar a saúde e a aptidão para situações críticas policiais. Visto que os polícias só se reformam, na sua esmagadora maioria, com mais de 30 anos de serviço é essencial criar programas de controlo do peso, atividade física e hábitos alimentares que visem a melhoria da qualidade do sono e de saúde, tendo em vista o melhor desempenho para a função policial.
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Monografias Biblioteca da Polícia Judiciária
PJCD270 (Browse shelf) PJCD270 Available PJ1CD270_31

Dissertação de Mestrado Integrado em Ciências Policiais, apresentada ao Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, tendo como orientador Luís Fernandes Monteiro. Ficheiro de 6,22 MB em formato PDF (125 p.). Resumo inserto na publicação.

A profissão de Polícia está frequentemente relacionada com elevadas cargas de stress e fadiga devido ao contato com suspeitos de crimes, a atuações problemáticas, imprevisíveis e perigosas, ao trabalho por turnos, a um sono deficiente, à falta de atividades desportivas e de lazer, bem como a uma má alimentação. Este estilo de vida reduz a qualidade de vida e aumenta drasticamente a probabilidade de surgirem diversas doenças físicas e mentais. A literatura sugere uma forte relação entre a atividade física e o sono ou a alimentação. Contudo, a associação entre estas três variáveis nunca foi estudada nas polícias portuguesas, mais concretamente na Polícia de Segurança Pública. O nosso estudo é composto por 933 polícias da Polícia de Segurança Pública e tem como principal objetivo analisar o efeito da Atividade Física e dos Hábitos Alimentares na Qualidade de Sono dos agentes e chefes que realizam turnos e compará-los entre si. Os instrumentos de recolha de dados utilizados foram o Questionário de Frequência Alimentar, o Questionário Internacional de Atividade Física – versão curta e o Questionário de Pittsburgh sobre a Qualidade do Sono. O programa de análise utilizado no tratamento estatístico foi o SPSS, versão 22. Da análise estatística podemos constatar que os elementos policiais apresentam bons níveis de atividade física, subdividida de forma equilibrada, entre atividade física moderada (48.8%) e vigorosa (40.3%). Com o aumento da idade os níveis de atividade física e o consumo alimentar diminuem, não havendo grandes alterações na composição corporal, contudo a qualidade de sono apresenta uma tendência para piorar. Com o aumento da atividade física em MET a tendência é para consumir mais nutrientes, à exceção do álcool. Foram ainda encontradas evidências de que o nível de atividade física e os hábitos alimentares são os principais preditores da qualidade de sono, assim como a idade e o índice de massa corporal. Neste sentido, consideramos que devem ser implementados planos para aumentar os níveis de atividade física, de qualidade de sono e melhoria dos hábitos alimentares com o objetivo de aumentar a saúde e a aptidão para situações críticas policiais. Visto que os polícias só se reformam, na sua esmagadora maioria, com mais de 30 anos de serviço é essencial criar programas de controlo do peso, atividade física e hábitos alimentares que visem a melhoria da qualidade do sono e de saúde, tendo em vista o melhor desempenho para a função policial.

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