Além do " ódio " [Recurso eletrónico] : metonímias " queer " para crime, patologia e antiviolência / Jin Haritaworn
In: Meritum.ISSN 2238-6939. Belo Horizonte. V. 9, n. 1 (jul./dez. 2014) , p. 189-261Idioma: Português.Assunto: CRIME POR ÓDIO | HOMOSSEXUALIDADE Resumo: Neste artigo, questiona-se o papel até então não indagado do ódio como paradigma hegemônico para entender a violência e se organizar contra ela em nível global. Embora tenhamos à disposição uma gama de perspectivas analíticas – desde os estudos da afetividade até o feminismo e a homonormatividade – para compreender as figurações dominantes de amor "queer", bem como os coletivos multiculturais neoliberais e os cenários carcerários que eles viabilizam, o ódio ainda não foi objeto de escrutínio semelhante. Usando uma lente transnacional para documentar a chegada do discurso do crime de ódio/violência na Alemanha, onde são recentes discursos como Hassgewalt, que atribuem a violência ao ódio, defendo que é arriscado organizar-se em torno de um diagnóstico de ódio, visto que o ódio já está associado a corpos racializados. Ao mapear as figurações de violência, homofobia e crime em uma série de textos midiáticos, ativistas e políticos, afirmo que o drama dos amantes "queer" e o Outro odioso aproximou-se de discursos mais amplos sobre o crime, os quais são extremamente racializados e globalizados. Os dois pânicos morais dividem o palco no centro gentrificado das cidades, um perfil psíquico, um arsenal de técnicas de punição e reforma, bem como um horizonte e uma orientação biológica e geopolítica voltados para corpos e espaços degenerados que são descartáveis e ao mesmo tempo lugares de onde se extraem valores. Isso tem implicações para além das linguagens que escolhemos usar. Neste artigo, preconiza-se um imaginário abolicionista que vai além da prisão e se estende a lugares institucionais e a outros mais frequentemente considerados solidários e benévolos, inclusive as comunidades que nós próprios queremos construir.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Polícia Judiciária | PJCD 263 (Browse shelf) | Available |
Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 940 KB em formato PDF (74 p.).
Neste artigo, questiona-se o papel até então não indagado do ódio como paradigma hegemônico para entender a violência e se organizar contra ela em nível global. Embora tenhamos à disposição uma gama de perspectivas analíticas – desde os estudos da afetividade até o feminismo e a homonormatividade – para compreender as figurações dominantes de amor "queer", bem como os coletivos multiculturais neoliberais e os cenários carcerários que eles viabilizam, o ódio ainda não foi objeto de escrutínio semelhante. Usando uma lente transnacional para documentar a chegada do discurso do crime de ódio/violência na Alemanha, onde são recentes discursos como Hassgewalt, que atribuem a violência ao ódio, defendo que é arriscado organizar-se em torno de um diagnóstico de ódio, visto que o ódio já está associado a corpos racializados. Ao mapear as figurações de violência, homofobia e crime em uma série de textos midiáticos, ativistas e políticos, afirmo que o drama dos amantes "queer" e o Outro odioso aproximou-se de discursos mais amplos sobre o crime, os quais são extremamente racializados e globalizados. Os dois pânicos morais dividem o palco no centro gentrificado das cidades, um perfil psíquico, um arsenal de técnicas de punição e reforma, bem como um horizonte e uma orientação biológica e geopolítica voltados para corpos e espaços degenerados que são descartáveis e ao mesmo tempo lugares de onde se extraem valores. Isso tem implicações para além das linguagens que escolhemos usar. Neste artigo, preconiza-se um imaginário abolicionista que vai além da prisão e se estende a lugares institucionais e a outros mais frequentemente considerados solidários e benévolos, inclusive as comunidades que nós próprios queremos construir.
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