Traços e perfis de cultura na polícia : o caso da polícia de segurança pública de Braga / Vera Mónica Duarte
In: Polícia e justiça. - S.3, nº8 (julho-dezembro 2006),p.409-428Idioma: Português.Publicação: , 2006Nota de dissertação ou tese: <Dissertação do mestrado em Sociologia: área de especialização em Organizações e Desenvolvimento dos Recursos Humanos, intitulado "Traços e perfis de cultura: estudo da cultura organizacional da Polícia de Segurança Pública de Braga", realizada sob a orientação do Prof. Doutor Albertino Gonçalves, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e defendido em Julho de 2005>Assunto: POLÍCIA DE SEGURANÇA | ORGANIZAÇÃO POLICIAL | CULTURA ORGANIZACIONAL -- PORTUGAL Resumo: Este artigo pretende apresentar as conclusões de uma pesquisa realizada no âmbito de uma dissertação de mestrado em Sociologia sobre a Cultura Organizacional da Polícia de Segurança Pública. Ao procurar compreender as dinâmicas subjacentes às diferentes apropriações de cultura organizacional e a forma como as mesmas influenciam as percepções (sub)culturais sobre os papéis e a função policial, conceitos como organização policial, clima organizacional, (sub)cultura (s) organizacional (is) e ocupacional (is) surgem como os principais desafios teóricos. Os perfis de cultura traçados procedem da utilização do Modelo dos Valores Contrastantes de Quinn e colaboradores, um modelo útil de diagnóstico que encara o clima e a cultura organizacionais como conceitos amalgamados e procura apreender os contrastes e os paradoxos organizacionais. Adoptou-se uma metodologia predominantemente quantitativa, nomeadamente com recurso ao inquérito por questionário. Os resultados sugerem a existência de uma cultura organizacional que, apesar de expressar variações subculturais,reúne percepções compartilhadas e consensuais marcadas pelo senso de missão e por uma condição policial que surge como resultado de uma socialização comum e de um “ethos” policial assente em experiências preservadoras da cultura e em competências exclusivas de protecção e de utilidade social institucionalizadas na licença e no mandato confiados pela autoridade política.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais | IPJCCPP.11160 (Browse shelf) | Available |
<Dissertação do mestrado em Sociologia: área de especialização em Organizações e Desenvolvimento dos Recursos Humanos, intitulado "Traços e perfis de cultura: estudo da cultura organizacional da Polícia de Segurança Pública de Braga", realizada sob a orientação do Prof. Doutor Albertino Gonçalves, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e defendido em Julho de 2005>
Este artigo pretende apresentar as conclusões de uma pesquisa realizada no âmbito de uma dissertação de mestrado em Sociologia sobre a Cultura Organizacional da Polícia de Segurança Pública. Ao procurar compreender as dinâmicas subjacentes às diferentes apropriações de cultura organizacional e a forma como as mesmas influenciam as percepções (sub)culturais sobre os papéis e a função policial, conceitos como organização policial, clima organizacional, (sub)cultura (s) organizacional (is) e ocupacional (is) surgem como os principais desafios teóricos. Os perfis de cultura traçados procedem da utilização do Modelo dos Valores Contrastantes de Quinn e colaboradores, um modelo útil de diagnóstico que encara o clima e a cultura organizacionais como conceitos amalgamados e procura apreender os contrastes e os paradoxos organizacionais. Adoptou-se uma metodologia predominantemente quantitativa, nomeadamente com recurso ao inquérito por questionário. Os resultados sugerem a existência de uma cultura organizacional que, apesar de expressar variações subculturais,reúne percepções compartilhadas e consensuais marcadas pelo senso de missão e por uma condição policial que surge como resultado de uma socialização comum e de um “ethos” policial assente em experiências preservadoras da cultura e em competências exclusivas de protecção e de utilidade social institucionalizadas na licença e no mandato confiados pela autoridade política.
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