O estatuto do ministério público e a reforma do mapa judiciário / A. Laborinho Lúcio
In: Revista do Ministério Público. - Ano30, nº117 (janeiro - março 2009),p.5-26Idioma: Português.Publicação: , 2009Assunto: ESTATUTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO | REFORMA | ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA | TRIBUNAL JUDICIAL | ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA -- PORTUGAL Resumo: O autor começa por desenvolver a análise da recente <Reforma do Mapa Judiciário>, criticando a "dimensão restrita do objecto da nova lei " ao incidir apenas sobre a organização e funcionamento dos tribunais, deixando assim, todo o conjunto de instrumentos que com aqueles interagem, com vista à <administração da justiça>, na sua projecção mais global e integrada "Para depois se debruçar sobre as alterações ao <Estatuto do Ministério Público> introduzidas pelo mesmo diploma que alterou a lei de organização e funcionamento dos tribunais judiciais, incidindo sobre o sensível tema da relação e da compatibilização, e procurando " o ponto de encontro ", entre a autonomia, que " não pode ser concebida demasiado longe da noção de independência reclamada para o < poder judicia >l", e a hierarquia, no duplo sentido da mera direcção e gestão funcionais e da "organização da própria investigação criminal e do exercício da acção penal, com implicação directa e material nestes e nas decisões a proferir no próprio processo ". Conclui apelando à "urgente" "intervenção do Conselho Superior do Ministério Público, na formulação do conjunto de normas internas que permitam, em termos de interpretação dos preceitos, afectações e distribuição de serviço, uma interpretação dos preceitos agora integradores do Estatuto do Ministério Público conforme à Constituição da República Portuguesa, na parte em que tal for ainda possível de conseguir.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca do Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais | IPJCCPP.1957 (Browse shelf) | Available |
O autor começa por desenvolver a análise da recente <Reforma do Mapa Judiciário>, criticando a "dimensão restrita do objecto da nova lei " ao incidir apenas sobre a organização e funcionamento dos tribunais, deixando assim, todo o conjunto de instrumentos que com aqueles interagem, com vista à <administração da justiça>, na sua projecção mais global e integrada "Para depois se debruçar sobre as alterações ao <Estatuto do Ministério Público> introduzidas pelo mesmo diploma que alterou a lei de organização e funcionamento dos tribunais judiciais, incidindo sobre o sensível tema da relação e da compatibilização, e procurando " o ponto de encontro ", entre a autonomia, que " não pode ser concebida demasiado longe da noção de independência reclamada para o < poder judicia >l", e a hierarquia, no duplo sentido da mera direcção e gestão funcionais e da "organização da própria investigação criminal e do exercício da acção penal, com implicação directa e material nestes e nas decisões a proferir no próprio processo ". Conclui apelando à "urgente" "intervenção do Conselho Superior do Ministério Público, na formulação do conjunto de normas internas que permitam, em termos de interpretação dos preceitos, afectações e distribuição de serviço, uma interpretação dos preceitos agora integradores do Estatuto do Ministério Público conforme à Constituição da República Portuguesa, na parte em que tal for ainda possível de conseguir.
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