Normal view MARC view ISBD view

Fantasmas, mitos e ritos da avaliação das aprendizagens

Autor: BARBOSA, João Co-autor: NEVES, AnabelaIn: Revista Portuguesa de Pedagogia. Coimbra. A.40,n.3 (2006) , p.219-235Idioma: Português.Assunto: APRENDIZAGEM AVALIAÇÃO Localização e Cota : P.247 Resumo: A avaliação das aprendizagens tem sido sistematicamente por concepções implícitas e por práticas rotineiras, relativamente estáveis no tempo. Dentre elas destacam-se (a) a reprodução de modelos de ensino expositivo e de avaliação positivista, com os quais os professores convivem durante muito tempo antes de entrarem na profissão, (b) a busca da objectividade na avaliação e a sua redução a uma função classificativa, o que a torna punitiva e angustiante (c) a utilização sistemática e quase exclusiva de estratégias de ensino centradas no professor e na transmissão de conteúdos académicos e (d) a utilização também sistemática e praticamente exclusiva de técnicas de testagem. Tais concepções, que configuram verdadeiros fantasmas, na medida em que determinam profundamente a forma como os professores vivem e pensam, assentam num mito essencial - o da objectividade da avaliação - e sustentam práticas avaliativas ritualizadas. Face a tais fantasmas, mitos e ritos, os dados de investigação pouco têm podido e a necessidade de inovação, que deles resulta, tem-se mantido praticamente afastada das concepções e das práticas avaliativas dos professores. Entretanto, o mundo, os alunos, e o curriculo alteraram-se profundamente e exigem mudanças profundas no ensino-aprendizagem - de um paradigma do ensino para um paradigma da aprendizagem - e na avaliação - de um paradigma positivista para um paradigma alternativo e construtivista.
Tags from this library: No tags from this library for this title. Log in to add tags.
    average rating: 0.0 (0 votes)
Item type Current location Call number Status Date due Barcode
Analíticos de Periódicos Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
P.247 (Browse shelf) Available

A avaliação das aprendizagens tem sido sistematicamente por concepções implícitas e por práticas rotineiras, relativamente estáveis no tempo. Dentre elas destacam-se (a) a reprodução de modelos de ensino expositivo e de avaliação positivista, com os quais os professores convivem durante muito tempo antes de entrarem na profissão, (b) a busca da objectividade na avaliação e a sua redução a uma função classificativa, o que a torna punitiva e angustiante (c) a utilização sistemática e quase exclusiva de estratégias de ensino centradas no professor e na transmissão de conteúdos académicos e (d) a utilização também sistemática e praticamente exclusiva de técnicas de testagem. Tais concepções, que configuram verdadeiros fantasmas, na medida em que determinam profundamente a forma como os professores vivem e pensam, assentam num mito essencial - o da objectividade da avaliação - e sustentam práticas avaliativas ritualizadas. Face a tais fantasmas, mitos e ritos, os dados de investigação pouco têm podido e a necessidade de inovação, que deles resulta, tem-se mantido praticamente afastada das concepções e das práticas avaliativas dos professores. Entretanto, o mundo, os alunos, e o curriculo alteraram-se profundamente e exigem mudanças profundas no ensino-aprendizagem - de um paradigma do ensino para um paradigma da aprendizagem - e na avaliação - de um paradigma positivista para um paradigma alternativo e construtivista.

There are no comments for this item.

Log in to your account to post a comment.