Educação familiar e desenvolvimento do género : reflexões em torno de algumas práticas diferenciais em função do sexo da criança
In: Revista Portuguesa de Pedagogia. Coimbra. A.38, nºs.1-2-3 (2004) , p.49-84Idioma: Português.Assunto: EDUCAÇÃO DA CRIANÇA | DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA | APRENDIZAGEM | PROGRAMAS EDUCATIVOS Localização e Cota : P.247 Resumo: Neste artigo pretende reflectir-se em torno de algumas práticas diferenciais de educação do rapaz e da rapariga por parte dos pais, com base numa extensa revisão da literatura no domínio. A criação de expectativas precoces, logo a partir do conhecimento do sexo do feto, a respeito de eventuais aptidões e características de personalidade típicas de género, tende a dar o mote para o delineamento de estratégias educativas muitas vezes alicerçadas em estereótipos. Por essa razão, costumam ser oferecidos brinquedos diferentes às crianças, consoante se trate de um menino ou de uma menina, e as tarefas que lhes são destinadas em casa tendem também a ser distintas. Acresce ainda o facto de os pais se inclinarem a valorizar diferencialmente determinados comportamentos, atitude esta que, em última análise, poderá conduzir a situações desiguais de desenvolvimento e de aprendizagem para rapazes e raparigas. A interpretação dos dados empíricos carreados e a necessária reflexão por eles despertada apontam, em nosso entender, para a pertinência da inclusão das questões de género nos programas pedagógicos destinados a pais, tendo em vista a promoção de uma educação familiar mais consentânea com as reais potencialidades das crianças.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.247 (Browse shelf) | Available |
Neste artigo pretende reflectir-se em torno de algumas práticas diferenciais de educação do rapaz e da rapariga por parte dos pais, com base numa extensa revisão da literatura no domínio. A criação de expectativas precoces, logo a partir do conhecimento do sexo do feto, a respeito de eventuais aptidões e características de personalidade típicas de género, tende a dar o mote para o delineamento de estratégias educativas muitas vezes alicerçadas em estereótipos. Por essa razão, costumam ser oferecidos brinquedos diferentes às crianças, consoante se trate de um menino ou de uma menina, e as tarefas que lhes são destinadas em casa tendem também a ser distintas. Acresce ainda o facto de os pais se inclinarem a valorizar diferencialmente determinados comportamentos, atitude esta que, em última análise, poderá conduzir a situações desiguais de desenvolvimento e de aprendizagem para rapazes e raparigas. A interpretação dos dados empíricos carreados e a necessária reflexão por eles despertada apontam, em nosso entender, para a pertinência da inclusão das questões de género nos programas pedagógicos destinados a pais, tendo em vista a promoção de uma educação familiar mais consentânea com as reais potencialidades das crianças.
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