O mixed bang das reformas do sector da saúde pós-2002
In: Revista Portuguesa de Saúde Pública. Lisboa. N.4 (2004) , p.51-56Idioma: Português.Assunto: SECTOR DA SAÚDE SECTOR PÚBLICO PRIVATIZAÇÃO GESTÃO DE EMPRESAS Localização e Cota : P.240 Resumo: Durante a última década, as experiências de transformação no sector da saúde, em particular no subsector hospitalar, seguiram um padrão quase minimalista, sobretudo na dimensão: uma experiência de gestão privada em hospital público, uma experiência de unidade local de saúde, uma experiência, depois outra, de diferentes estatutos para o hospital público. Em meados de 2002 lança-se uma nova forma de encarar estas experiências que levou, no início de 2003, a que metade (sensivelmente) dos hospitais do sector público tivesse sido alvo de uma experiência (a transformação em sociedades anónimas de capitais exclusivamente públicos). Discutem-se no presente texto as vantagens e desvantagens de reformas gradualistas versus big bang. A empresarialização dos hospitais portugueses constitui um caminho intermédio, que foi denominado mixed bang. No contexto nacional, face à incapacidade histórica de expandir experiências gradualistas, ainda que bem sucedidas, e às resistências que reformas big bang originam em áreas onde os actores principais se encontram bem organizados, o mixed bang surge como uma solução de tranformação que, aparentemente, está a gerar mudanças na organização hospitalar nacional.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.240 (Browse shelf) | Available |
Volume temático
Durante a última década, as experiências de transformação no sector da saúde, em particular no subsector hospitalar, seguiram um padrão quase minimalista, sobretudo na dimensão: uma experiência de gestão privada em hospital público, uma experiência de unidade local de saúde, uma experiência, depois outra, de diferentes estatutos para o hospital público. Em meados de 2002 lança-se uma nova forma de encarar estas experiências que levou, no início de 2003, a que metade (sensivelmente) dos hospitais do sector público tivesse sido alvo de uma experiência (a transformação em sociedades anónimas de capitais exclusivamente públicos). Discutem-se no presente texto as vantagens e desvantagens de reformas gradualistas versus big bang. A empresarialização dos hospitais portugueses constitui um caminho intermédio, que foi denominado mixed bang. No contexto nacional, face à incapacidade histórica de expandir experiências gradualistas, ainda que bem sucedidas, e às resistências que reformas big bang originam em áreas onde os actores principais se encontram bem organizados, o mixed bang surge como uma solução de tranformação que, aparentemente, está a gerar mudanças na organização hospitalar nacional.
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