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Pedagogia, comunicação e existência

Autor: BELCHIOR, Fernando HenriqueIn: Revista Portuguesa de Pedagogia. Coimbra. A.37,n.3 (2003) , p.197-230Idioma: Português.Assunto: PEDAGOGIA PENSAMENTO EDUCAÇÃO COMUNICAÇÃO CONHECIMENTO Localização e Cota : P.247 Resumo: Vivemos numa era de transição entre o moderno e o pós-moderno. Mas neste artigo defende-se, acima de tudo, uma reconstrução crítica da modernidade, assinalando-se que as correntes do pensamento educativo, se lidas com cuidado, partilham um mesmo elemento de base: a comunicação. O certo é que o primado da acção comunicacional permite assegurar a construção e o desenvolvimento da identidade dos alunos como sujeitos, e garantir as pretensões da razão à validade. O sujeito, que em última análise se visa, é o ser humano capaz de se refazer, transformar, "trans(as)cender". Para que este caminho seja viável, privilegiam-se três orientações pedagógicas fundamentais: a transmissiva, a interactiva e a diferenciada. No plano da razão teórica, valoriza-se o racionalismo aplicado, numa relação de proximidade com o espírito científico, e bem assim as vertentes metodológicas que se consideram com maior incidência na promoção do eixo cognitivo (primado dos objectivos, da avaliação e do reforço; construtivismo da inteligência; pedagogia do treino e da mediação). No que concerne à razão prática, indicam-se os caminhos mais propícios ao seu desenvolvimento, distinguindo os respectivos usos pragmático (conhecimento/reflexão/acção), ético (metodologias retóricas e conversacionais), e moral (metodologias de inspiração kohlberguiana).
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
P.247 (Browse shelf) Available

Vivemos numa era de transição entre o moderno e o pós-moderno. Mas neste artigo defende-se, acima de tudo, uma reconstrução crítica da modernidade, assinalando-se que as correntes do pensamento educativo, se lidas com cuidado, partilham um mesmo elemento de base: a comunicação. O certo é que o primado da acção comunicacional permite assegurar a construção e o desenvolvimento da identidade dos alunos como sujeitos, e garantir as pretensões da razão à validade. O sujeito, que em última análise se visa, é o ser humano capaz de se refazer, transformar, "trans(as)cender". Para que este caminho seja viável, privilegiam-se três orientações pedagógicas fundamentais: a transmissiva, a interactiva e a diferenciada. No plano da razão teórica, valoriza-se o racionalismo aplicado, numa relação de proximidade com o espírito científico, e bem assim as vertentes metodológicas que se consideram com maior incidência na promoção do eixo cognitivo (primado dos objectivos, da avaliação e do reforço; construtivismo da inteligência; pedagogia do treino e da mediação). No que concerne à razão prática, indicam-se os caminhos mais propícios ao seu desenvolvimento, distinguindo os respectivos usos pragmático (conhecimento/reflexão/acção), ético (metodologias retóricas e conversacionais), e moral (metodologias de inspiração kohlberguiana).

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