Adaptação À Prisão : estudo das relações entre os processos de coping, “marcadores” de bem-estar e ajustamento psicológico / Leonor Pulido Valente Afonso ; ori.tese José F. Azevedo Cruz
Idioma: Português.Publicação: [S.l. : s.n.], 2012 Descrição física: III, 50 p.; em PDFColeção: EstudosAssunto: 705 | 6370 | 8778 | 5549 | 104959 | 550 | 741 | 5079 | 279Localização e Cota : EST1085 Resumo: Este estudo visou contribuir para um aprofundamento do conhecimento sobre o funcionamentodas variáveis e indicadores psicológicos no âmbito prisional e, especificamente, a sua relação com aadaptação à prisão. Apesar do elevado número de investigações já feitas no contexto da adaptação eajustamento à prisão, existe uma lacuna na integração destes conceitos com outros constructosconceptualmente relacionados, nomeadamente constructos associados ao bem-estar e ajustamentopsicológico: estratégias de coping, as crenças acerca do próprio, a capacidade para se autorregular, osestados de humor mais frequentemente experienciados, bem como os níveis de otimismo, positividadee satisfação com a vida. Os stressores a que esta população está sujeita podem dificultar a adaptação àvida intramuros. Assim, importa saber quais as estratégias normalmente implementadas pelos sujeitospara lidarem com o stress, bem como perceber quais as diferenças na seleção dessas mesmasestratégias entre indivíduos que aparentam ter conseguido um bom ajustamento à nova realidade eindivíduos que parecem lidar com maiores dificuldades com o processo de reclusão. Para melhor secompreenderem as relações entre estas variáveis, apurando que caraterísticas as aproximam edistinguem, foi utilizada uma bateria de questionários que incluía medidas disposicionais dasestratégias de coping, autocontrolo, auto-avaliações e crenças, positividade, satisfação com a vida eestados de humor experienciados na “última semana”. Participaram no estudo 94 homens recluídos deum estabelecimento prisional português, com uma média de idade de aproximadamente 34 anos, compenas que variam entre penas leves e penas mais pesadas e que se encontravam recluídos por váriostipos de crimes cometidos. Os resultados obtidos indicam que existe uma relação significativa entre asestratégias de coping e os “indicadores” de adaptação. Assim, os participantes que se encontrammelhor ajustados ao contexto prisional, parecem recorrer, geralmente, a estratégias focadas nosproblemas e estratégias focadas nas emoções adaptativas. Por outro lado, aqueles que parecem termaiores dificuldades em se adaptar, parecem pontuar mais alto na Perturbação Geral de Humor, o quese traduz por pensamentos, sentimentos e comportamentos menos adaptativos. Adicionalmente,verificou-se que participantes com níveis mais baixos de autocontrolo, têm maior dificuldade emcontrolar o consumo de substâncias e de álcool. Os resultados sugerem a natureza multifacetada doprocesso de adaptação à prisão, bem evidenciado pelas fortes relações entre os processos de adaptaçãoà prisão, por um lado, e as estratégias de coping e constructos associados ou “marcadores” deajustamento psicológico e bem-estar no contexto prisional: o Autocontrolo, a Positividade, o Otimismoe as Crenças ou Auto-Avaliações Nucleares, e Estados de Humor experienciados. Finalmente sugereseque a investigação futura deva apontar para o desenvolvimento de estratégias de coping maisadaptativas e funcionais, através de programas de intervenção específica, prevenindo a reincidênciacriminal e, consequentemente, prisional (Picken, 2012).| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST1085 (Browse shelf) | 5569 | Available | DGRSP55691239941 |
Dissertação de Mestrado, Mestrado Integrado em Psicologia Área de Especialização em Psicologia da Justiça
Este estudo visou contribuir para um aprofundamento do conhecimento sobre o funcionamentodas variáveis e indicadores psicológicos no âmbito prisional e, especificamente, a sua relação com aadaptação à prisão. Apesar do elevado número de investigações já feitas no contexto da adaptação eajustamento à prisão, existe uma lacuna na integração destes conceitos com outros constructosconceptualmente relacionados, nomeadamente constructos associados ao bem-estar e ajustamentopsicológico: estratégias de coping, as crenças acerca do próprio, a capacidade para se autorregular, osestados de humor mais frequentemente experienciados, bem como os níveis de otimismo, positividadee satisfação com a vida. Os stressores a que esta população está sujeita podem dificultar a adaptação àvida intramuros. Assim, importa saber quais as estratégias normalmente implementadas pelos sujeitospara lidarem com o stress, bem como perceber quais as diferenças na seleção dessas mesmasestratégias entre indivíduos que aparentam ter conseguido um bom ajustamento à nova realidade eindivíduos que parecem lidar com maiores dificuldades com o processo de reclusão. Para melhor secompreenderem as relações entre estas variáveis, apurando que caraterísticas as aproximam edistinguem, foi utilizada uma bateria de questionários que incluía medidas disposicionais dasestratégias de coping, autocontrolo, auto-avaliações e crenças, positividade, satisfação com a vida eestados de humor experienciados na “última semana”. Participaram no estudo 94 homens recluídos deum estabelecimento prisional português, com uma média de idade de aproximadamente 34 anos, compenas que variam entre penas leves e penas mais pesadas e que se encontravam recluídos por váriostipos de crimes cometidos. Os resultados obtidos indicam que existe uma relação significativa entre asestratégias de coping e os “indicadores” de adaptação. Assim, os participantes que se encontrammelhor ajustados ao contexto prisional, parecem recorrer, geralmente, a estratégias focadas nosproblemas e estratégias focadas nas emoções adaptativas. Por outro lado, aqueles que parecem termaiores dificuldades em se adaptar, parecem pontuar mais alto na Perturbação Geral de Humor, o quese traduz por pensamentos, sentimentos e comportamentos menos adaptativos. Adicionalmente,verificou-se que participantes com níveis mais baixos de autocontrolo, têm maior dificuldade emcontrolar o consumo de substâncias e de álcool. Os resultados sugerem a natureza multifacetada doprocesso de adaptação à prisão, bem evidenciado pelas fortes relações entre os processos de adaptaçãoà prisão, por um lado, e as estratégias de coping e constructos associados ou “marcadores” deajustamento psicológico e bem-estar no contexto prisional: o Autocontrolo, a Positividade, o Otimismoe as Crenças ou Auto-Avaliações Nucleares, e Estados de Humor experienciados. Finalmente sugereseque a investigação futura deva apontar para o desenvolvimento de estratégias de coping maisadaptativas e funcionais, através de programas de intervenção específica, prevenindo a reincidênciacriminal e, consequentemente, prisional (Picken, 2012).
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