000 03096nam a2200373 4500
001 8133
090 _a8133
100 _a20100225d2002 y0pory50 ba
101 _apor
200 _aQuando o agir se substitui ao pensamento ou a face visível da dor psíquica
_econtributos para a compreensão das perturbações de comportamento
_fSofia Cochofel Quintela
210 _aCoimbra
_c[s.n.]
_d2002
215 _a254 p.
_d30cm
225 _aEstudos
330 _aApesar dos progressos inquestionáveis que têm surgido na compreensão das perturbações de comportamento, parece-nos que as intervenções realizadas junto de jovens delinquentes têm negligenciado a compreensão psicodinâmica deste tipo de situações, em particular o elo entre historicidade, acontecimentos traumáticos e estruturação da personalidade. Com efeito, a sintomatologia mais frequente neste tipo de patologia revela, de forma patente ou mascarada, um intenso sofrimento psíquico, centrado em quadros de intensidade e prognóstico variáveis, ligados, na maioria das vezes, a um atingimento significativo da capacidade de pensar. Ao fazer a reconstrução da história pessoal destes jovens, procurámos, enfim, identificar experiências traumáticas precoces, sejam carências, separações, perdas, falta de ajustamento do meio, inexistência de figuras de identificação consistentes. Esta investigação qualitativa, conduzida com o pressuposto teórico da clínica psicodinâmica, recorre ao estudo de 8 casos (jovens internados em estabelecimento de reeducação, a cumprir uma medida tutelar de internamento pela prática de actos juridicamente condenáveis), e tem por finalidade demonstrar que as perturbações de comportamento constituem a exteriorização de uma incapacidade de pensar, que pode revestir a forma de recusa de timbre negativista, derivada de falhas no desenvolvimento de uma vida psíquica harmoniosa, em função de acontecimentos traumáticos precoces que induzem situações de intenso sofrimento no processo de integração da personalidade Procurámos, enfim, identificar as regularidades do funcionamento psíquico desta população, sem esquecer as singularidades de cada situação individual, a fim de propor estratégias de intervenção orientadoras de mudança que não façam simples contenções de comportamento.
606 _aPSICOLOGIA
_9705
606 _aPERTURBAÇÕES DO COMPORTAMENTO
_99410
606 _aVINCULAÇÃO
_99312
606 _aTRAUMATISMO
_99411
606 _aPSICOPATOLOGIA
_95881
606 _aDEPRESSÃO
_9102457
606 _aLUTO
_9102588
606 _aESTADOS LIMITES
_9103569
606 _aPERTURBAÇÕES PSÍQUICAS
_97602
606 _aESTUDO DE CASO
_9102465
606 _aPORTUGAL
_9279
606 _aDELINQUÊNCIA
_9742
700 _aQUINTELA
_bSofia Cochofel
_98714
852 _jEST290