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090 _a409081
100 _a d kmmy0pory50 ba
101 _apor
102 _aPT
200 _aHabitar a prisão, contributos arquitectónicos para a reabilitação do indivíduo, na obra de Raul Rodrigues Lima
_fMafalda Isabel Sardinha Mendes Lucas
_gori. tese Ana Luísa Jardim Martins Rodrigues, João Rodrigo Parreira Coelho
210 _aPorto
_cFaculdade de Arquitectura da Universidade
_d2024
215 _a460 f.
_d30 cm em PDF
225 _aEstudos
328 _aDoutoramento em arquitetura
330 _aA presente tese propõe examinar em que consiste “habitar a prisão”, no decorrer do seu desenvolvimento histórico, arquitectónico e em relação às funções penais que esta anunciou. Este lastro supõe que nos interroguemos sobre o seu significado e de que modo as propostas participaram no processo de reabilitação dos indivíduos, função que a prisão tem vindo a manifestar, há várias décadas, enquanto objectivo. Assim, a investigação pretende evidenciar em que parte, ou em que partes, da história, existiram cruzamentos com a reabilitação e como é que essa função se traduziu no que respeita ao projecto, à espacialidade e à habitabilidade. Dirigimos a leitura à obra do arquitecto Raul Rodrigues Lima (1908-1980) por ser consequente da Reforma Prisional de 1936 e condizente com um período em que os sistemas penal e prisional, em consonância, em Portugal, foram direccionados para a reabilitação dos indivíduos recluídos. Nesse sentido, a tese expõe a análise a dois exemplos de arquitectura prisional em Portugal, do século XX – a Cadeia Central de Mulheres (Tires) e a Colónia Penitenciária de Alcoentre (Vale de Judeus) – destacando de que modo se particularizaram no contexto e nas diversas funções penais que assumiram. Com o suporte documental de publicações regulamentares, memórias descritivas dos projectos e descrições sobre a espacialidade e habitabilidade, colocaremos em evidência as características que serviram a rede de cadeias nacionais para punir, intimidar e reabilitar maternidade neste contexto para o cumprimento da pena, especificamente no que respeita ao processo de adaptação ao ambiente prisional, explorando, também, as perceções relativas ao impacto desta experiência para as crianças. Para alcançar este objetivo, foi desenvolvido um estudo qualitativo que envolveu a realização de entrevistas semiestruturadas com 9 técnicas de reeducação. Os principais resultados demonstram que, no que respeita ao processo de adaptação das reclusas ao estabelecimento prisional, as profissionais percecionam os filhos das reclusas como promotores de um comportamento mais ajustado e um melhor cumprimento das normas institucionais. Acresce que as participantes reconhem que a maternidade incentiva as reclusas a buscar estabilidade e um futuro melhor, enquanto outras não consideraram a maternidade como principal fator de mudança, a literatura corrobora com essa dualidade, indicando que a maternidade pode ser um fator motivacional, mas de forma isolada não é suficiente para catalisar essa mudança. Em relação aos programas e tarefas laborais, as participantes enfatizaram a importância de iniciativas voltadas para a promoção da parentalidade. Quanto à rotina das crianças dentro do estabelecimento prisional, constatou-se que as profissionais a percebem como sendo estruturada para garantir uma vida o mais normal possível, minimizando os impactos psicológicos negativos da permanência no estabelecimento prisional. Por fim, as narrativas das participantes permitem perceber que o trabalho desempenhado por elas é muito complexo e desafiador, especialmente ao ter que lidar com as questões emocionais dessas reclusas e também administrar as tarefas que muitas vezes estão além das suas funções. Estes resultados são interpretados e discutidos à luz da literatura científica. Adicionalmente, são apontadas as principais limitações do estudo, procurando-se avançar com pistas para investigações futuras
606 _aARQITETURA
_9103369
606 _aARQUITECTURA PRISIONAL
_95844
606 _aPRISÃO
_95106
606 _aPRIVACIDADE
_9227281
606 _aHUMANIZAÇÃO
_9423465
606 _aREABILITAÇÃO
_96471
606 _aRESSOCIALIZAÇÃO
_95338
606 _aTESE DE DOUTORAMENTO
_95155
606 _aPORTUGAL
_9279
675 _9158505
_a7
700 _aLUCAS
_bMafalda Isabel Sardinha Mendes
_4070
_9423462
702 _9423463
_aRODRIGUES
_bAna Luísa Jardim Martins Rodrigues
_4727
702 _9423464
_aCOELHO
_bJoão Rodrigo Parreira
_4727
852 _jEST1324