000 03637 2200361 4500
001 409077
090 _a409077
100 _a d kmmy0pory50 ba
101 _apor
102 _aPT
200 _aExperiências de maternidade na prisão
_eum estudo qualitativo
_fTânia Filipa Ramos Soares
_gori. tese Gilda Dias dos Santos, Ana Margarida Amorim dos Santos
210 _aPorto
_cUniversidade do Porto
_d2022
215 _aVII, 86 f.
_d30 cm em PDF
225 _aEstudos
328 _aDissertação apresentada para obtenção do grau de Mestre em Criminologia
330 _aA maternidade na prisão tem sido alvo de crescente atenção por parte dos académicos, com a investigação científica em torno das especificidades desta problemática a experienciar um substancial desenvolvimento. Contudo, são, ainda, escassos os estudos empíricos que exploram as perceções das mulheres reclusas como mães. Assim, é necessário compreender como é que as mulheres experienciam a maternidade num contexto tão específico como o da interface entre a prisão – onde a mãe é colocada – e do mundo exterior – onde os filhos se encontram. Nessa senda, a presente investigação teve como objetivo analisar as experiências de maternidade de mulheres encarceradas, portuguesas, separadas dos seus filhos. Para alcançar este objetivo, realizou-se um estudo qualitativo que envolveu a realização de entrevistas semiestruturadas a 23 mães reclusas. Os resultados obtidos sugerem que ser mãe estando na prisão é muito complexo para as participantes, especialmente por se encontrarem separadas dos filhos. Assim, no que respeita à separação mãe-filhos, as participantes experienciam sentimentos de tristeza, angústia e solidão, por um lado, e sentimentos de amor, saudade e motivação, por outro lado. As participantes evidenciam, também, dificuldades em realizar a maioria das práticas associadas à maternidade. Acresce que as participantes associam os problemas emocionais, educacionais, comportamentais e sociais que os filhos sofrem à separação. Em alguns casos, as participantes referem, ainda, que tal separação desafia o relacionamento mãe-filhos. Quanto à manutenção do papel materno, dada a importância desse papel e o facto de as participantes considerarem que o mesmo se encontra comprometido, estas empregam diversas estratégias para manterem o seu papel de mães. As narrativas das participantes permitem, igualmente, perceber a importância da rede de suporte formal ou informal e do suporte institucional na manutenção desse papel. Por último, as participantes expressam planos de se reunirem com os filhos e a família após o cumprimento da medida privativa de liberdade. Estes resultados são discutidos à luz da literatura teórica e empírica no âmbito da maternidade na prisão. Adicionalmente, são apontadas as principais limitações do estudo, procurando-se avançar com pistas para investigações futuras.
606 _aCRIMINOLOGIA
_9704
606 _aPRISÃO
_95106
606 _aMATERNIDADE
_91576
606 _aRECLUSÃO
_9104369
606 _aSEPARAÇÃO
_96286
606 _aESTRATÉGIAS PENAIS
_9422103
606 _aTESE DE MESTRADO
_95079
606 _aPORTUGAL
_9279
675 _9158254
_a343.9
700 _aSOARES
_bTânia Filipa Ramos
_4070
_9423455
702 _9423456
_aSANTOS
_bGilda Dias dos
_4727
702 _9423383
_aSANTOS
_bAna Margarida Amorim dos
_4727
852 _jEST1322