| 000 | 07444 2200325 4500 | ||
|---|---|---|---|
| 001 | 409030 | ||
| 090 | _a409030 | ||
| 100 | _a d kmmy0pory50 ba | ||
| 101 | _apor | ||
| 102 | _aPT | ||
| 200 |
_aExcesso de peso, Síndrome metabólica, Ingestão nutricional e Atividade física numa amostra de População Prisional _fCarla Alexandra Gomes Afonso _gori.tese Carla Alexandra Vieira da Silva Pedrosa, José Carlos Rodrigues Dias Ribeiro |
||
| 210 |
_aPorto _cUniversidade do Porto _d2019 |
||
| 215 |
_a76 p. _d30 cm |
||
| 225 | _aEstudos | ||
| 328 | _aTese de Doutoramento apresentada à Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto Programa Doutoral em Nutrição Clínica | ||
| 330 | _aOs hábitos alimentares inadequados e o sedentarismo são considerados as principais causas de doenças crónicas não transmissíveis, entre as quais se incluem a obesidade, a diabetes mellitus tipo 2 (DM2), as doenças cardiovasculares (DCV), a hipertensão arterial (HTA) e vários tipos de cancro. A obesidade é um problema de saúde pública, com sérios impactos sociais e económicos. A Organização Mundial de Saúde (OMS), considerando a importância que esta patologia tem na saúde mundial, desenvolveu uma estratégia global onde a alimentação e atividade física (AF) têm papel principal. É, portanto, essencial o contributo de uma alimentação saudável e equilibrada, assim como a prática regular de AF, sendo estes fatores essenciais para a prevenção destas patologias. Apesar dos inúmeros estudos desenvolvidos sobre estas temáticas, existem em Portugal vários grupos populacionais cuja avaliação urge fazer. A população reclusa é um grupo vulnerável, com um risco aumentado de malnutrição, consequência da sua fraca condição de saúde e de outros fatores sociais. Neste estudo procuramos caraterizar uma amostra de reclusos portugueses, relativamente à prevalência de excesso de peso em meio prisional, síndrome metabólica (SM), ingestão nutricional e AF. Métodos: Convidamos a participar no estudo todos os homens de 3 estabelecimentos prisionais (EP) do norte do país. Aceitaram participar 362 (30% do total de indivíduos convidados). Recolhemos dados sócio demográficos e de estilo de vida (idade, habilitações literárias, situação jurídico penal, trabalho no EP, hábitos tabágicos). Recolhemos também dados antropométricos (peso, altura e perímetro da cintura). O índice de massa corporal (IMC) foi calculado e categorizado de acordo com a classificação de IMC da OMS. Os homens com pré-obesidade e obesidade foram agrupados numa só categoria (definida como excesso de peso) para análise comparativa com o grupo sem excesso de peso. Para avaliação da ingestão nutricional foi utilizado um questionário de frequência de consumo alimentar (QFA), validado para a população portuguesa, e foi determinada a prevalência de inadequação nutricional com base nas recomendações da OMS e do Food and Nutrition Board. A avaliação dos parâmetros clínicos (pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), concentração plasmática de glicose, colesterol HDL (HDL) e triglicerídeos (TG) foi realizada através da Carla Alexandra Gomes Afonso 9 recolha dos dados no processo clínico individual interno de cada recluso. A AF foi avaliada utilizando a versão curta do International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) Resultados: Obtivemos dados válidos em 362 indivíduos, com uma média de idades de 37,4 anos (dp=11,6). O grau de escolaridade predominante é o 2º ciclo (33,1%). No que diz respeito à situação jurídico-penal, 67% dos reclusos são condenados, não se registando variações significativas entre os dois grupos de homens considerados (com e sem excesso de peso). Quanto ao trabalho, verificamos que a maioria dos homens não desempenham uma atividade laboral dentro do EP (53%). Da totalidade dos reclusos que participaram no estudo, 8% têm baixo peso, 47,5% são normoponderais, 34% têm pré-obesidade e 10,5% são obesos. Quando analisamos os parâmetros clínicos, verificamos que são os homens com excesso de peso que apresentam valores mais elevados de PAS (média=158,1 dp=14,6 vs. média=119,1, dp=11,8 mmHg), PAD (média=102,6, dp=13,2 vs. média=78,9, dp=12,1 mmHg) e glicose plasmática (média=108,2, dp=9,5 vs. média=96,7, dp=12,6 mg/dl), sendo as diferenças estatisticamente significativas, entre os dois grupos estudados (p<0,001). Relativamente à prevalência de SM, verificamos que 20,2% dos reclusos cumprem os critérios de SM, e são os indivíduos com excesso de peso os que mais contribuem para este valor (32,3% vs. 10,4%, p<0,001). A média do total de ingestão de energia é de 2473 Kcal (dp=724), e são os indivíduos com excesso de peso os que ingerem mais calorias, embora não se registando diferenças estatisticamente significativas entre os 2 grupos estudados. A análise da ingestão média de colesterol, fibra e micronutrientes não revela quaisquer diferenças significativas entre os dois grupos de reclusos avaliados, com exceção do cálcio, que apresenta uma ingestão significativamente superior nos reclusos com excesso de peso. Observamos elevadas prevalências de inadequação para vitamina K e molibdénio (100%), vitamina E (94,5%), fibra (92,3%), magnésio (89,2%), folato (86,7%), iodo (69,9%), cálcio (57,2%) e vitamina D (53,9%). Quando analisamos os reclusos quanto à AF, verificamos que, com exceção da AFVigorosa (AFV), os homens sem excesso de peso têm valores médios mais elevados de AF, comparativamente com os homens com excesso de peso (IPAQ_AFWalking média=458,6, dp=68,8 vs. média=451,3, dp=63,4, p=0,416; IPAQ_AFModerada (AFM) média=124,8, dp=16,3 vs. média=60,8, dp=6,6, p<0,001). Os homens com excesso de peso são mais inativos do que os homens sem excesso de peso, porém sem diferenças estatisticamente significativas. Verificamos igualmente que a totalidade da nossa população não é suficientemente ativa, já que não realizou AFM, numa semana, igual ou superior a 150 minutos, nem AFV igual ou superior a 60 min/sem. Conclusões: A maioria dos nossos reclusos é normoponderal, mas a percentagem de indivíduos com excesso de peso é elevada (44%). 20,2% dos reclusos apresentam SM. Todos os indivíduos apresentam ingestões inferiores ao recomendado para vitamina K, molibdénio, vitamina E, fibra, magnésio, folato, iodo, cálcio e vitamina D. A população estudada não é suficientemente ativa, apresentando valores de AFM e AFV inferiores aos recomendados. Como consequência da falta de estudos nesta área em particular, estes resultados devem ser observados como um ponto de partida para futuras investigações nesta população específica. | ||
| 606 |
_aMEDICINA _91408 |
||
| 606 |
_aNUTRIÇÃO _9104976 |
||
| 606 |
_aATIVIDADE FÍSICA _9104964 |
||
| 606 |
_aRECLUSOS _911480 |
||
| 606 |
_aPRISÃO _95106 |
||
| 606 |
_aTESE DE DOUTORAMENTO _95155 |
||
| 675 |
_911934 _a61 |
||
| 700 |
_aAFONSO _bCarla Alexandra Gomes _9423385 |
||
| 702 |
_4727 _9423386 _aPEDROSA _bCarla Alexandra Vieira da Silva |
||
| 702 |
_4727 _aRIBEIRO _bJosé Carlos Rodrigues Dias _f1948- _9423387 |
||
| 852 | _jEST1305 | ||