000 05565 2200337 4500
001 409024
090 _a409024
100 _a d kmmy0pory50 ba
101 _apor
102 _aPT
200 _aDa Pena Privativa de Liberdade
_euma análise sobre a perceção social e as consequências nos indivíduos reclusos em prisões
_fAdriane Ristori Ferreira
_gori.tese Gloria Jólluskin García
210 _aPorto
_cUniversidade Fernando Pessoa
_d2023
215 _a138 p.
_d30 cm
225 _aEstudos
328 _aDissertação apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Criminologia,
330 _aA extensa literatura que aborda prisões, ressocialização e suas limitações oferece um panorama consolidado nesses campos de estudo. Contudo, a importância da pesquisa empírica nos domínios relacionados ao sistema prisional é inegável. Nesse contexto, a investigação prática desempenha um papel crucial na edificação de um novo conhecimento criminológico, superando as generalizações preexistentes. Ela contribui para a construção de um entendimento que não se limita a universalidades abstratas, mas que se torna específico, concreto e profundamente ancorado no contexto espaço-temporal atual. (Braga, 2014). Neste sentido, a presente dissertação de mestrado, dividida em três capítulos, foi desenvolvida tendo em vista a ineficácia da ressocialização prisional (Wacquant, 2017), a existência de pouca informação e produção acadêmica empírica sobre os efeitos na saúde física e psíquica dos indivíduos reclusos (Augsburger; Neri; Bodenmann; Gravier; Jaquier; Clair, 2022) (Shantz & Frigon, 2010), bem como a necessidade de trazer esse tema para reflexão e consciência da sociedade (Johnston & Wozniak 2021). Desta forma, o primeiro capítulo consiste numa revisão sistemática da literatura que aborda a saúde física e mental de indivíduos reclusos em prisões. A pesquisa foi realizada através da base de dados da B-on, por artigos científicos publicados no período de 2000 a 2023. Chegou-se à conclusão de que o cumprimento da pena privativa de liberdade em estabelecimentos prisionais afeta a saúde dessas pessoas, e essa deterioração tem um impacto significativo em seus comportamentos durante a prisão, bem como na eficácia de sua reintegração social. O segundo capítulo do presente trabalho consiste no estudo empírico realizado, integrado no projeto da Prof. Doutora Isabel Silva, Prof. Doutora Glória Jólluskin e Prof. Doutor Joaquim Ramalho na Universidade Fernando Pessoa, Dr. Marcos Taipa Ribeiro e Dra. Teresa Lopes na Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e Prof. Doutor Paulo Cardoso na Universidade Fernando Pessoa e Universidade Lusíada. Com base na aplicação presencial do questionário "Qualidade de Vida em Contexto Prisional", o estudo envolveu 109 indivíduos cumprindo pena privativa de liberdade no estabelecimento prisional do Porto. O objetivo principal foi avaliar e classificar a qualidade de vida dessas pessoas na instituição. Os resultados indicaram que a população carcerária apresenta um estado de saúde mental moderado, insatisfação com as suas condições de vida, com limitado conhecimento sobre seu tratamento e ausência de participação em programas de ressocialização. O terceiro capítulo, por sua vez, oferece uma revisão narrativa da literatura com o objetivo de fundamentar a conexão entre a importância da opinião pública em relação às condições da população reclusa em um estabelecimento prisional. Nesse contexto, a literatura destacou que a percepção social desempenha um papel significativo na coesão social, influenciando a elaboração de políticas criminais que estejam em conformidade com os valores da sociedade em um sistema democrático. Posteriormente, será apresentado um segundo estudo empírico com base no questionário em formato eletrónico desenvolvido pela Prof. Doutora Glória Jólluskin e Adriane Ristori Ferreira, que contou com a participação de 100 indivíduos de nacionalidade portuguesa e teve como objetivo descrever a perceção social da sociedade extramuros sobre a realidade prisional de Portugal. Concluiu-se que a população portuguesa extramuros tem uma visão mais reabilitadora do que punitivista em relação ao sistema prisional, no entanto ainda não consegue visualizar uma sociedade sem essa instituição. Por fim, nesse contexto, a criminologia, com a sua interdisciplinaridade de estudos, com a presença das ciências sociais, humanas, jurídicas e políticas, tem muito a contribuir com essa interface diante da pluralidade de questões cognitivas-estruturais que envolvem a temática. Isso abrange concepções que se fundam na estrutura de uma sociedade e suas idiossincrasias, no desenvolvimento de uma cultura e sua historicidade.
606 _aCRIMINOLOGIA
_9704
606 _aPENA PRIVATIVA DE LIBERDADE
_910452
606 _aRECLUSO
_9550
606 _aRESSOCIALIZAÇÃO
_95338
606 _aSAÚDE MENTAL
_92697
606 _aQUALIDADE DE VIDA
_9226070
606 _aTESE DE MESTRADO
_95079
675 _9158254
_a343.9
700 _aFERREIRA
_bAdriane Ristori
_9423384
702 _4727
_913015
_aGARCÍA
_bGloria Svietlana Jólluskin
702 _4727
_aAGRA
_bCândido da
_f1948-
_9407734
852 _jEST1304