000 03449 2200277 4500
001 407641
090 _a407641
100 _a20230303d kmmy0pory50 ba
101 _apor
102 _aPT
200 _aSer pai aquém e além-muros
_eimpactos do aprisionamento na paternidade
_eda trajetória de vida à ressignificação da parentalidade
_fJoana Azevedo
_gori. tese Ana Rita Monteiro, Rodrigo Rufino
210 _a[S.l.
_cs.n.]
_d2022
215 _a55 p.
_d30 cm em PDF
225 _aEstudos
328 _aRelatório Final da Unidade de Laboratório do Projeto em Sociologia
330 _aEste projeto pretendeu compreender as formas de parentalidade em contexto prisional, como é que o aprisionamento influencia ou condiciona o exercício da parentalidade. Dito de outro modo, como é que se é pai enquanto se está preso. Para isso, foram realizadas sete entrevistas semiestruturadas, realizadas a ex-reclusos. Chegou-se ao contacto com dois dos entrevistados a partir do apoio de duas associações: a Associação O Companheiro e a Associação Confiar Portugal. Estas foram fundamentais para que fosse possível chegar a dois perfis distintos. Os restantes cinco entrevistados surgiram do apoio da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), que nos concedeu acesso a uma das suas equipas de reinserção social para que pudéssemos entrevistar pessoas em situação de liberdade condicional. Pretendeu-se, portanto, com este projeto, analisar e compreender as formas de parentalidade, procurando focar a paternidade em contexto prisional. Através destes testemunhos, bem como da revisão de literatura, procura-se compreender as assimetrias de género no direito da parentalidade em contexto prisional, bem como os papéis de género inerentes ao acesso à mesma. Perceber os modos de parentalidade, mais concretamente a paternidade, consoante a classe social de pertença dos indivíduos, também se traduz num dos enfoques principais deste trabalho. Outro dos pontos de maior importância e significado científico, pela sua novidade, é compreender se a ressignificação da parentalidade, que surge na literatura como acontecendo em algumas situações, é duradoura. Isto é, se depois de regressados aos seus ambientes de pertença e sociabilidades, a ressignificação da parentalidade ocorrida enquanto presos, se mantém. O facto de recorrermos às narrativas biográficas, através de entrevistas semiestruturadas, permitirá chegar a uma análise multinível, não apenas sob a perspetiva individual do recluso, mas compreender as suas dinâmicas familiares. O objetivo principal que configurou este trabalho passa por analisar, através da narrativa biográfica de ex-reclusos, com vista nas suas trajetórias de vida, as perspetivas e significados atribuídos, pelos pais ex-reclusos, aos vários acontecimentos da sua vida, não apenas antes da pena, como também durante e após o cumprimento da mesma, sendo importante referir que a perspetiva do indivíduo se trata de um conjunto complexo de significações atribuídas pelo sujeito.
606 _aSOCIOLOGIA
_9558
606 _97792
_aPARENTALIDADE
606 _aRECLUSO
_9550
606 _9981
_aPATERNIDADE
_yPORTUGAL
700 _9421223
_aAZEVEDO
_bJoana
702 _4727
_9328138
_aMONTEIRO
_bAna Rita
702 _4727
_9421224
_aRUFINO
_bRodrigo
852 _jEST1176