000 03342nam a2200277 4500
001 396135
090 _a396135
100 _a20210329u y0pory50 ba
101 _apor
200 _aViolência contra a diversidade sexual e de gênero em Sergipe
_bRecurso eletrónico
_euma análise dos registros oficiais da Secretaria de Segurança Pública entre os anos de 2015 e 2018
_fMoisés Santos de Menezes
210 _aRio de Janeiro
_c[s.n.]
_d2021
215 _a1 CD-ROM
_d12 cm
300 _aTese apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Doutor pelo Programa de Pós-graduação em Serviço Social da PUC-Rio, tendo como como orientador António Carlos de Oliveira. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 8,72 MB em formato PDF (394 p.).
330 _aEste estudo objetiva mapear e analisar os casos de violências contra a diversidade sexual e de gênero registrados através de Boletins de Ocorrências (B.Os.) em delegacias da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Sergipe (SSP/SE) entre os anos de 2015 e 2018, verificando de que forma esses tipos de violência se apresentam na realidade sergipana, como são notificados e encaminhados pela Polícia Civil. O mapeamento foi realizado no sistema da intranet da SSP/SE com a utilização de 32 palavras-chave que serviram como fonte de busca, onde foram encontradas 5.100 denúncias oficiais notificadas em 71 delegacias (especializadas e não especializadas) da SSP/SE. Após o processo de triagem e filtragem dos dados, foram selecionados 305 B.Os. com violências de caráter homofóbico, transfóbico e homotransfóbico. O caminho metodológico utilizado pautou-se em uma análise quali-quantitativa, descritiva e documental centrada teoricamente nos conceitos de habitus, campo e capital de Pierre Bourdieu e em autores que discutem violência homotransfóbica, segurança pública e diversidade sexual e de gênero. Como resultados, observa-se que a maioria das denúncias aqui analisadas foi notificada em delegacias especializadas, apresentando 9 tipos diferenciados de opressão interseccionais, a saber: sexismo, aporofobia, racismo, sorofobia, gordofobia, preconceito contra pessoas com deficiência, ageísmo e xenofobia. Na grande maioria dos casos, a violência é reincidente de diversas tipologias e provoca graves consequências em suas vítimas e noticiantes não vítimas, atingindo a todos os agentes sociais, independentemente de sua orientação sexual, identidade de gênero características sexuais e/ou expressões de gênero. A homotransfobia é reproduzida socialmente através do habitus cis-heteronormativo sócio-historicamente construído, só podendo ser desconstruída quando vista como um problema de caráter social que demanda de todos o papel de protagonistas neste processo, demonstrando a necessidade de mudanças para muito além do que se pode operar, a partir de políticas de segurança pública.
606 _aDISCRIMINAÇÃO SEXUAL
_9232514
606 _aVIOLÊNCIA
_9234911
606 _aQUEIXA
_9242487
606 _aANÁLISE SOCIAL
_93558
606 _aESTUDO DE CASOS
_9322367
606 _aTESE
_9334284
606 _aBRASIL
_9331399
700 _aMENEZES
_bMoisés Santos de
_9359119
955 _xOferta