000 04229nam a2200241 4500
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090 _a394887
100 _a20180116d2017 y0pory50 ba
101 _apor
200 _aDas impressões digitais às impressões de memória
_bRecurso eletrónico
_eefeito de perícia na memória episódica em inspetores da Polícia Judiciária
_fAndreia Vieira
210 _aLisboa
_c[s.n.]
_d2017
215 _a1 CD-ROM
_d12 cm
300 _aDissertação elaborada para a obtenção do grau de Mestre em Ciência Cognitiva da Universidade de Lisboa, tendo como orientadora Ana Luísa Raposo e coorientador Luís Correia. Resumo inserto na publicação. Ficheiro de 3,02 MB em formato PDF (89 p.).
330 _aO efeito de perícia na memória episódica é um tema central em Ciência Cognitiva. Estudos da Psicologia Cognitiva propõem que a superioridade da memória em peritos pode ser explicada pela existência de esquemas semânticos, i.e., estruturas de conhecimento nas quais novos eventos podem ser ancorados. Modelos computacionais no domínio da Inteligência Artificial sugerem que o superior desempenho pode resultar de um mecanismo alternativo, nomeadamente o mecanismo de chunking, em que elementos individuais são agrupados em memória num todo único e integrado, aumentando a capacidade de armazenamento da informação. Um investigador criminal, que trabalha diariamente e durante anos numa área criminal específica, tal como acontece com os inspetores da Polícia Judiciária (PJ), torna-se perito a investigar determinado tipo de crime. Este trabalho visou investigar a relação entre a capacidade de memória episódica (com enfoque na memória de item e de contexto) e as competências de perícia em crimes de cenário em inspetores da PJ comparativamente a um grupo de controlo. Durante a codificação, foram apresentados pares de objeto-local, associados a uma informação que indicava se o par dizia respeito a um crime violento ou a um evento não criminal, i.e., um encontro entre amigos. Os objetos podiam ser de crime ou comuns, e neste caso, congruentes ou incongruentes com o local. Durante a recuperação, os participantes tinham de decidir que objetos tinham sido apresentados antes (memória de item) e qual o local associado a cada objeto (memória de contexto). Os resultados demonstraram que os inspetores da PJ obtiveram um desempenho superior no reconhecimento de objetos de crime comparativamente ao grupo de controlo. Este desempenho superior observou-se em ambas as condições de informação (crime violento e encontro de amigos), indicando que a capacidade de recuperação de objetos de crime nestes profissionais não foi influenciada pelo tipo de informação fornecida. No grupo de controlo, a memória para o objeto foi superior quando a informação fornecida se referia a um crime violento do que a um encontro de amigos. Quanto à memória de contexto, nos inspetores da PJ, esta não foi influenciada pelo tipo de informação fornecida previamente. Já no grupo de controlo, a memória de contexto revelou-se pior quando a informação fornecida se referia a um crime violento (i.e., o padrão oposto ao da memória de item). Os resultados corroboram estudos da Psicologia Cognitiva que mostram que os peritos apresentam melhor desempenho de memória para material do seu domínio de perícia e que a congruência do evento promove o desempenho da memória episódica. Apoia também dados provenientes da Inteligência Artificial que propõem que a superioridade de memória do perito pode, em certas condições, estender-se a outros contextos, além dos da experiência prévia específica. Os resultados têm implicações teóricas para o estudo do efeito do conhecimento prévio na memória episódica. Apresentam também implicações práticas para o desenvolvimento de competências e estratégias formativas dos inspetores da PJ.
606 _aCIÊNCIAS DO COMPORTAMENTO
_91361
606 _aPESSOAL DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL
_9330232
606 _aESTUDO DE CASOS
_9322367
606 _aPOLÍCIA JUDICIÁRIA
_9242453
606 _aTESE
_9334284
700 _aVIEIRA
_bAndreia
_9314267
955 _xOferta