000 03577nam a2200253 4500
001 391101
090 _a391101
100 _a20120731d2011 y0pory50 ba
101 _apor
200 _aA avaliação psicológica forense em casos de abuso sexual em Portugal
_ecaracterização dos casos e das perícias (o GEAV como analisador)
_fMónica Isabel da Silva Salgado Barbosa
210 _aPorto
_c[s.n.]
_d2011
215 _a1 CD-ROM
_d12 cm
300 _aDissertação apresentada no Mestrado Integrado de Psicologia, área de especialização de Psicologia do Comportamento Desviante e Justiça, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, tendo como orientadora Celina Manita. Resumo do autor. Ficheiro de 784 Kb em formato pdf (62 p.).
330 _aO abuso sexual de crianças tem sido amplamente estudado pela Psicologia, um pouco por todo o mundo, nas últimas décadas. No entanto, em Portugal ainda há muito a conhecer sobre este fenómeno, as suas características e a forma como são realizadas as perícias psicológicas forenses às crianças alegadamente vítimas de abuso sexual. Assim, considerou-se essencial, no contexto de uma linha de investigação em curso no GEAV, sobre o abuso sexual, realizar uma caracterização das situações ali avaliadas e das metodologias utilizadas nessa avaliação psicológica. Para tal, foi analisada uma amostra de 85 processos de crianças que foram enviadas para o GEAV para avaliação psicológica forense em casos de abuso sexual, nos últimos 10 anos. A análise de conteúdo dos processos e posterior análise estatística mostra que a maioria das vítimas era do sexo feminino e pré-adolescente, encontrando-se uma taxa considerável de crianças com deficiência. Uma parte considerável da amostra era proveniente de famílias monoparentais, vivia sem os progenitores ou estava institucionalizada. A maioria dos abusadores ou era ainda menor de idade ou tinha entre os 30 e os 35 anos, era conhecida da vítima (havendo uma taxa elevada de familiares) e era integralmente composta por indivíduos do sexo masculino. O tipo mais frequente de abuso foi o coito (vaginal, oral ou anal). No que respeita às características processuais, quase todos eram processos-crime e foram encaminhados para o GEAV pelo INML, ainda durante a fase de inquérito. Na maioria dos relatórios periciais o psicólogo inclui referências ao grau desenvolvimental da criança, à capacidade da criança distinguir fantasia da realidade, à presença de sintomatologia clínica, ao relato do evento abusivo, às dinâmicas típicas do abuso e aos indicadores de veracidade mais frequentes. Na maior parte dos casos o perito sugeriu que a criança recebesse apoio psicológico e, em algumas situações, foi também recomendado o apoio à família e supervisão da criança por autoridades competentes. Em grande parte dos casos, a perícia considerou a alegação de abuso credível e verificou-se que os principais fatores que influenciavam a decisão do perito eram a existência de uma revelação por parte da criança, a presença de sintomatologia e a identificação de indicadores de veracidade no discurso da criança.
606 _aANÁLISE PSICOLÓGICA
_9323418
606 _aPERÍCIA MÉDICO-LEGAL
_9238090
606 _aCRIME SEXUAL
_9242574
606 _aCRIME CONTRA CRIANÇAS
_9343327
606 _aESTUDO DE CASOS
_9322367
606 _aTESE
_9334284
700 _aBARBOSA
_bMónica Isabel da Silva Salgado
_9356833
955 _xOferta