000 02772nam a2200229 4500
001 378180
090 _a378180
100 _a20210805u y0pory50 ba
101 _apor
200 _aO público não quer a verdade, mas a mentira que mais lhe agrade
_efatores de vulnerabilidade da sociedade portuguesa à desinformação
_fInês Narciso, Ana Costa
311 _aCD 316. Resumo inserto na publicação.
330 _aA complexidade da desinformação exige uma análise e uma resposta multidisciplinar, sustentada na identificação de fatores de risco e na sua mitigação. Para além dos contextos económico-sociais que permeiam a recetividade das populações à desinformação, como acontece atualmente em contexto de pandemia, identificaram-se três áreas de atuação preferencial onde as políticas públicas poderão ter um impacto direto e positivo: 1) no âmbito das caraterísticas da população, promovendo a literacia digital, sobretudo entre grupos mais vulneráveis; 2) nos índices de confiança destes grupos na comunicação social e nas instituições oficiais; 3) nas ações diretas destas instituições que visem conhecer o fenómeno para o regular de forma sustentada. Em Portugal, assiste-se a um desfasamento entre, por um lado, o desenvolvimento tecnológico das instituições e o uso cada vez mais frequente da Internet e, por outro lado, o conhecimento real dos utilizadores sobre os riscos e as vulnerabilidades da navegação online e particularmente nas redes sociais, nomeadamente sobre a desinformação. Apesar de os índices de confiança na comunicação social e nas instituições ligadas à ciência permanecerem elevados, apresenta-se como forte vulnerabilidade os baixos níveis relativamente às instituições governamentais. Por fim, reconhecendo esforços realizados no sentido de acompanhar algumas iniciativas europeias, em Portugal falta legislação e investimento em investigação sobre a desinformação e os projetos promovidos não têm ainda resultados práticos que façam face às vulnerabilidades detetadas. Perspetivar a evolução e agir para minimizar o potencial impacto desta ameaça contribuirão para proteger os portugueses e as instituições, salvaguardando competências e acesso a informação de qualidade que são condição necessária para uma democracia saudável.
461 _cLisboa
_d2021
_vNº 158
_tNação e Defesa
_x0870-757X
_pp. 89-113
606 _aTECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
_9266188
606 _aREDE SOCIAL
_9343112
606 _aPOLÍTICA DE INFORMAÇÃO
_9321167
606 _aMEIOS DE COMUNICAÇÃO
_9320994
700 _aNARCISO
_bInês
_9330001
701 _aCOSTA
_bAna
_9319676