000 02276nam a2200229 4500
001 377152
090 _a377152
100 _a20180529u y0pory50 ba
101 _aeng
200 _aFacilitators’ package
_ediscretion in a time of challenge
_fLucia Della Torre
311 _a(*) CD 292. Resumo inserto na publicação.
330 _aAs disposições contidas no chamado "Facilitators' Package" obrigam os Estados-membros a sancionar um vasto espectro de condutas que, tendo no seu âmago o tráfico humano, pode ser alargado inclusive até à assistência humanitária. Os Estados fazem-no de forma muito ambígua, deixando margem de manobra quanto à aferição da sua aplicação. Perante esta flexibilidade, foram criadas, nas legislações nacionais, as condições para a crescente criminalização de comportamentos de auxílio à entrada, circulação ou permanência de migrantes, o que dificulta o trabalho daqueles que tentam auxiliar os refugiados, tornando esse trabalho perigoso e podendo inclusive ser comparado ao de traficantes humanos e punido enquanto tal. A natureza sensível deste assunto surge obrigatoriamente contra o cenário da atual crise migratória, num contexto cada vez mais hostil e militarizado, no qual centenas de milhares de pessoas estão às portas da Europa e dispostas a atravessar as fronteiras mesmo sem autorização. O caso da implementação do Facilitators' Package é usado como exemplo para analisar o âmbito e a natureza do emprego do poder discricionário dos Estados numa época desafiante, investigando como esta margem de manobra pode funcionar como um dos principais elementos da resistência dos Estados à receção e integração dos refugiados, discutindo-se se as limitações a esta margem podem atuar como um primeiro passo para responder à atual crise de uma forma mais eficiente, embora humana.
461 _cLisboa
_d2018
_vNº 149
_tNação e Defesa
_x0870-757X
_pp. 88-105
606 _aMIGRANTE
_9342680
606 _aTRÁFICO DE PESSOAS
_9264139
606 _aREFUGIADO
_9225658
606 _aPOLÍTICA COMUNITÁRIA
_9232791
700 _aTORRE
_bLucia Della
_9351150