000 02267nam a2200229 4500
001 377109
090 _a377109
100 _a20180514u y0pory50 ba
101 _apor
200 _aO jihadismo como "anti-movimento" social
_fFelipe Pathé Duarte
311 _a(*) CD 292. Resumo inserto na publicação.
330 _aInterpretamos o islamismo como sendo uma razão política plausível e o jihadismo como a sua degenerescência violenta - logo, como razão política improvável. Para dar corpo a este esquisso, recorremos à teoria dos movimentos sociais. E considerámos três níveis de análise, cujo vector diferencial é o uso da violência - o movimento social, o “anti-movimento” social e o movimento terrorista. Assim, neste quadro genérico, partindo do elemento discursivo, consideramos o islamismo como movimento social e o jihadismo como o seu “anti-movimento”, mas ainda não como um puro movimento terrorista. Com estas coordenadas podemos atestar que ainda há uma certa afinidade electiva entre o islamismo e o jihadismo. Contudo diferem substancialmente, sendo que a principal clivagem está na defesa incondicional do uso da violência armada e na inversão e fusão dos três princípios da teoria dos movimentos sociais de Alain Touraine - o da identidade, o da oposição e o de totalidade. Em ambos os casos, mas sobretudo no jihadismo, a ideologia, balizada por preceitos religiosos, reifica-se na prática - faz-se, portanto, na acção. O objectivo deste artigo passa então por fornecer um conjunto de instrumentos conceptuais para ler o jihadismo além de algumas das suas opções tácticas. A ideia é ler o jihadismo como fundamento de uma subversão armada, para lá da habitual perspectiva que o define e o confunde com a sua dimensão operacional, o terrorismo.
461 _cLisboa
_dabril 2018
_vNº 2
_tInvestigação Criminal, Ciências Criminais e Forenses. IC3F
_x1647-9300
_pp. 46-60
606 _aISLAMISMO
_9229036
606 _aJIHAD ISLÂMICA
_9330211
606 _aTERRORISMO
_9410420
606 _aANÁLISE SOCIAL
_93558
700 _aDUARTE
_bFelipe Pathé
_9349587