| 000 | 03833nam a2200265 4500 | ||
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| 001 | 375778 | ||
| 090 | _a375778 | ||
| 100 | _a20150410u y0pory50 ba | ||
| 101 | _apor | ||
| 200 |
_aCaracterização química de resíduos de disparo na identificação de munições _fNuno Reboleira |
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| 311 | _a(*). Resumo inserto na publicação. | ||
| 330 | _aNos nossos dias a criminalidade representa uma das maiores chagas sociais. Na grande maioria dos crimes contra a vida, as armas de fogo estão presentes e, por essa razão, os elementos municiais, os resíduos de disparo e até as próprias armas de fogo são dos objetos mais encontrados no local do crime. Em todos os casos uma grande questão se levanta "Quem disparou a arma?". Estudos anteriores sobre "gunshot residues" (GSR) e pólvora não deflagrada, focam apenas os constituintes inorgânicos, que são analisados através de microscopia eletrónica de varrimento ou técnicas similares. Uma vez que estes constituintes são praticamente invariáveis, independentemente da munição, do seu fabricante ou país de origem, esta análise permite apenas identificar o material como sendo ou não GSR. Assim sendo, é fundamental a realização de outros tipos de estudos do GSR bem como da pólvora não deflagrada. Uma das formas de contribuir com nova informação para a investigação é estudar os compostos orgânicos da pólvora através de Cromatografia Gasosa acoplada à Espectrometria de Massa (GC-MS), com particular atenção à Difenilamina (DPA) e à Etilcentralite (EC). Estes dois compostos são estabilizadores da pólvora, altamente reativos, ou seja, durante a sua ação de estabilização vão-se degradando levando à formação de derivados. Neste estudo identificaram-se os estabilizadores presentes na pólvora não deflagrada e nos GSR de munições disparadas pertencentes ao mesmo lote das não deflagradas, mantidas sobre condições de armazenamento conhecidas e controladas. Através da comparação qualitativa e quantitativa dos estabilizadores e respetivos derivados da pólvora não deflagrada e do GSR, conclui-se que é possivel chegar a concordância relativa entre ambos. Isto porque, após a análise qualitativa, foi realizada a análise quantitativa onde se verificou um padrão, relativamente aos valores obtidos, isto é, obteve-se na maioria dos casos um decréscimo da quantidade de estabilizador e derivados, que variou entre os 96,83 % e os 99,98 %, com exceção em um dos casos cujo decréscimo observado foi de 70%. Este aspecto leva a conclusões muito interessantes, sendo possível a realização destas análises para exclusão de um suspeito ou, por outro lado, fortalecer ainda mais as suspeitas sobre determinado indivíduo. Futuramente, através de um estudo estatístico, poderá ser possível realizar identificações com grande grau de certeza utilizando este tipo de compostos para análise. Assim verificou-se que o que inicialmente se apresentava como uma desvantagem na identificação das pólvoras, isto é, a grande reatividade dos seus constituintes orgânicos, nomeadamente dos seus estabilizadores, acabou por se tornar um aliado das ciências forenses, permitindo grande concordância entre as pólvoras não deflagradas e o GSR. | ||
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_cLisboa _dDez. 2014/ Jan. 2015 _vNº 8 _tInvestigação Criminal _x1647-9300 _pp. 72-92 |
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| 606 |
_aARMA DE FOGO E MUNIÇÕES _9343053 |
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| 606 |
_aCROMATOGRAFIA _9320241 |
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| 606 |
_aESPECTROMETRIA _9321956 |
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| 606 |
_aANÁLISE LABORATORIAL _9326721 |
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| 606 |
_aCIÊNCIA FORENSE _9321508 |
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| 700 |
_aREBOLEIRA _bNuno _9328255 |
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