000 02348nam a2200229 4500
001 371753
090 _a371753
100 _a20040629u y0pory50 ba
101 _aeng
200 _aNewspaper reporting and the public construction of homicide
_fMoira Peel... [et al.]
330 _aO artigo salienta a forma distorcida como a imprensa do Reino Unido relata casos de homicídios perpetrados no país, contribuindo, por este meio, para os diferentes enquadramentos que a sociedade faz dos problemas de âmbito criminológico. Procedeu-se, para tal, à observação de 2.685 casos de homicídios relatados em três jornais nacionais, o "Times", o "Mail" e o "Mirror", no período de 1993 a 1997. Ao fazer um levantamento sistemático da natureza das distorções dos relatos, o estudo observou a forma como os jornais contribuiram para a ideação do homicídio. Analisou, para tal, um vasto número de variáveis destinadas a explicar os aspectos mais salientes do relato do homicídio. Verificou-se que as circunstâncias em que a morte ocorreu desempenharam um papel fundamental, havendo uma tendência para serem relatados casos de homicídios de âmbito sexual e de actos violentos sem motivo. Verificou-se ainda uma forte tendência para relatar os homicídios com crianças, mas o mesmo não se verificou em relação aos homicídios de recém-nascidos. Estas narrações arquitectam o homicídio de uma forma diferente da realidade, dando especial relevo a versões próprias caracterizadas pela "diferença" e pelo perigo. Concluindo: estes factores, que contribuem de uma forma distorcida para o enquadramento dos problemas de âmbito criminológico, podem, segundo os autores, encorajar respostas a nível político e social à questão do homicídio, que não tenham por base a realidade estatística, mas sim a forma como os media a representam.
461 _cOxford
_dMarch 2004
_vV.44,n.2
_tBritish Journal of Criminology (The)
_x0007-0955
_pp.256-275
606 _aHOMICÍDIO
_9240884
606 _aMEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSAS
_91412
606 _aIMPRENSA
_9236122
606 _aREINO UNIDO
_9334328
700 _aPEELO
_bMoira... [et al.]
_9110103