000 01844nam a2200205 4500
001 371396
090 _a371396
100 _a20030716u y0pory50 ba
101 _afre
200 _aLe mythe de "l'empreinte vocale"
_fDidier Meuwly
330 _aEm 1962, o foneticista Kersta propôs um método de reconhecimento de voz baseado na comparação visual de espectrogramas da voz, a que deu o nome de "identificação de impressões vocais" (por analogia à designação "impressões digitais"). Segundo ele, os espectrogramas da voz são tão permanentes e únicos como as impressões digitais e permitem atingir o mesmo nível de certeza para identificação forense. Em 1970, Bolt et al., refutaram estas afirmações, observando que, contrariamente às impressões digitais, as semelhanças de forma das impressões da voz dependiam apenas parcial e indirectamente da estrutura anatómica do aparelho vocal. Concluiram que o termo "impressão vocal" ("voiceprint" ou "empreinte vocale", respectivamente nas línguas inglesa e francesa), constituia uma analogia falaciosa à expressão "impressão digital". Em 1972, Tosi et al., publicaram um estudo, focando a capacidade das pessoas em reconhecerem a voz por comparação visual de espectrogramas. Desenvolve-se este tema controverso e apresentam-se as conclusões do estudo efectuado por Tosi, com vista a testar o método de Kersta.
461 _cGenève
_dAvril-Juin 2003
_vV. 56, n. 2
_tRevue Internationale de Criminologie et de Police Technique et Scientifique
_x0035-3329
_pp. 219-236
606 _aCIÊNCIA FORENSE
_9321508
606 _aIDENTIFICAÇÃO DA VOZ
_9345486
700 _aMEUWLY
_bDidier
_9348319