000 020350000a22003370004500
001 337429
090 _a337429
100 _a20220318 pory50
101 _apor
135 _au
200 _aTradições religiosas entre o tejo e o sado : os círios do santuário da Atalaia
_fLuís Marques
210 _aLisboa
_d1996
_cISER - Universidade Nova
215 _a246 p.
_d24 cm
310 _aoferta de M.A.C.
330 _aAté há quinze ou vinte anos pensava-se nos meios letrados que a religião eram coisas dos padres ou superstições. Imaginava-se o clero na génese dos sentimentos religiosos, tomavam-se os efeitos pelas causas. Esta confusão, que está ainda presente em certas esferas da sociedade, resulta do desconhecimento dos mecanismos sociológicos; o clero católico acabou por ganhar com isso um imenso prestígio. O sentimento religioso, as interrogações sobre existência e sobre o seu devir são qualidades intrínsecas do ser pensante. Os mesmos meios letrados também conseguiam distinguir religião de superstição, favorecendo a religião e desprestigiando a superstição. Na prática era uma distinção ideológica e de classe: a religião era inteligente, culta enquanto a superstição era irracional, dos meios populares. Também, desde o positivismo do séc. XIX, foram os sentimentos religiosos classificados de obscurantismo, porquanto recusar compreender os valores dos outros também é obscurantismo. As Ciências Sociais são indispensáveis para entender os fenómenos religiosos; em Portugal, a Sociologia das religiões conta apenas vinte anos enquanto na Europa, já conta mais de um século.
606 _aSOCIOLOGIA CULTURAL
_9326147
606 _aCIÊNCIAS SOCIAIS
_93556
666 _a0
700 _aMarques, Luís
_9326363
920 _an
921 _aa
932 _ad
935 _ak
936 _ay
937 _a0
938 _aba
999 _an