000 021250000a22003490004500
001 337333
010 _a9723105004
090 _a337333
100 _a20220318 pory50
101 _apor
135 _au
200 _aAutos e diligências de inquirição : contribuição para a história da universidade de Coimbra no século XVII
210 _aLisboa
_d1989
_cFundação Calouste Gulbenkian
215 _a534 p.
_d24 cm
310 _aoferta de M.A.C.
330 _aO manuscrito que agora se publica em letra de forma é indiscutivelmente um documento de valor inestimável para o estudo dos costumes, das mentalidades e das ideias no Portugal do primeiro quartel do século XVII. O facto de ele descrever e descobrir os "muitos e prejudiciais vícios", de que então enfermaria da Universidade, de modo algum podia ser motivo ou pretexto para deixar que ele acabasse por ser devorado pelos vermes na Biblioteca Nacional (onde, aliás, neste momento, se encontra em estado de boa conservação).Porque a História não é apologia e porque um documento nem é bom nem é mau, mas é simplesmente um documento e porque a História se faz com documentos, publica-se agora este documento. E publica-se no momento em que a Universidade Portuguesa comemora os seus setecentos anos de vida. As Instituições, como os indivíduos, devem assumir-se tais quais são, com as suas virtudes e os seus vícios, com as suas qualidades e os seus defeitos, com as suas grandezas e as suas pequenezas. Aceitar-se tal como se é, é uma atitude de dignidade moral. Contar a História tal como ela se passou é uma atitude de seriedade científica. Moral e Ciência devem, neste caso (como, aliás, em outras situações), dar-se as mãos.
606 _aCULTURA
_9226522
606 _aSOCIOLOGIA CULTURAL
_9326147
666 _a0
702 _aGomes, Joaquim Ferreira
_9326242
920 _an
921 _aa
932 _ad
935 _ak
936 _ay
937 _a0
938 _aba
999 _an