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100 _a20210311c2014 y0pory50 ba
101 _apor
200 _aAs estratégias de resposta a conflitos violentos e de (re)construção da paz
_eUma análise crítica
_fDaniela Nascimento
330 _aCom o final da Guerra Fria, a prevenção e resolução de conflitos violentos, bem como a construção da paz tornaram-se, segundo Roland Paris, numa espécie de ‘missão civilizadora’ nas mãos de atores externos. Na prática, tal significou que estes passaram a definir estratégias comuns e amplas, assentes nos princípios da paz liberal, de modo a lidar com os vários países em conflito interno violento. Apesar de contribuírem para a tomada de consciência sobre a multiplicidade e complexidade das causas dos conflitos, estas estratégias rapidamente se tornaram dominantes, cristalizando uma agenda de prioridades que favorece direitos e instituições de natureza civil e política e negligencia garantias económicas, sociais e culturais. Tendo este contexto em mente, o objetivo do presente artigo é analisar e avaliar criticamente as mudanças teóricas e empíricas ao nível dos modelos e estratégias de paz dominantes, chamando a atenção para a forma como o projeto de paz liberal tende a esconder formas de desigualdade que sustêm e reproduzem o conflito e a violência.
461 _vN.105
_ddez. 2014
_pp. 3-18
_tRevista Crítica de Ciências Sociais
_cCoimbra
606 _aSOCIOLOGIA
_9558
606 _aRESOLUÇÃO DE CONFLITOS
_92203
606 _aVIOLÊNCIA SOCIAL
_9104009
606 _aLIBERDADES FUNDAMENTAIS
_913062
606 _aCONFLITO
_97379
606 _aCONFLITO SOCIAL
_94451
606 _aPORTUGAL
_9279
700 _aNASCIMENTO
_bDaniela
_9113132
852 _jPP82