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100 _a20210311c2013 y0pory50 ba
101 _apor
200 _aPara lá do binarismo? o intersexo como desafio epitemológico e politico
_fAna Lúcia Santos
330 _aA diferença sexual conjuga vários aspetos, desde biológicos a sociais, que, uma vez delimitados, reduzem as pessoas a duas categorias políticas: mulher e homem. Apesar de estas categorias não serem naturalmente estanques, a maioria das sociedades pretere a diversidade – tomada como deformação – em favor de um sistema sexual binário. Este artigo propõe desconstruir esse binarismo, sugerindo que não é coerente falar de dois sexos, mas antes de uma multiplicidade. A reflexão sobre o intersexo é fundamentalmente desenvolvida com recurso à teoria feminista, teoria queer e filosofia. Apresenta‑se o modo como o intersexo foi sendo considerado ao longo dos tempos, refere‑se uma história da regulação sexual e discutem‑se as suas causas e efeitos. A reflexão da noção de ser humano, que até agora tem excluído o intersexo – em larga medida colocado no limite do impossível –, leva à articulação da teoria da vida habitável de Judith Butler com o apelo de Derrida à hospitalidade incondicional, que pode ser a chave para o reconhecimento do intersexo enquanto categoria humana.
461 _vN.102
_ddez. 2013
_pp.3-21
_tRevista Crítica de Ciências Sociais
_cCoimbra
606 _aIDENTIDADE
_95211
606 _aIDENTIDADE DO GÉNERO
_9104851
606 _aSER HUMANO
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606 _aMULHER
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606 _aHOMEM
_910577
606 _aSEXUALIDADE
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_9279
700 _aSANTOS
_bAna Lúcia
_9118036
852 _jPP82