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| 090 | _a25792 | ||
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| 101 | _apor | ||
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_aPara lá do binarismo? o intersexo como desafio epitemológico e politico _fAna Lúcia Santos |
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| 330 | _aA diferença sexual conjuga vários aspetos, desde biológicos a sociais, que, uma vez delimitados, reduzem as pessoas a duas categorias políticas: mulher e homem. Apesar de estas categorias não serem naturalmente estanques, a maioria das sociedades pretere a diversidade – tomada como deformação – em favor de um sistema sexual binário. Este artigo propõe desconstruir esse binarismo, sugerindo que não é coerente falar de dois sexos, mas antes de uma multiplicidade. A reflexão sobre o intersexo é fundamentalmente desenvolvida com recurso à teoria feminista, teoria queer e filosofia. Apresenta‑se o modo como o intersexo foi sendo considerado ao longo dos tempos, refere‑se uma história da regulação sexual e discutem‑se as suas causas e efeitos. A reflexão da noção de ser humano, que até agora tem excluído o intersexo – em larga medida colocado no limite do impossível –, leva à articulação da teoria da vida habitável de Judith Butler com o apelo de Derrida à hospitalidade incondicional, que pode ser a chave para o reconhecimento do intersexo enquanto categoria humana. | ||
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_vN.102 _ddez. 2013 _pp.3-21 _tRevista Crítica de Ciências Sociais _cCoimbra |
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_aIDENTIDADE _95211 |
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_aIDENTIDADE DO GÉNERO _9104851 |
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_aSER HUMANO _9118035 |
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_aMULHER _9917 |
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_aHOMEM _910577 |
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_aSEXUALIDADE _92076 |
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_aPORTUGAL _9279 |
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| 700 |
_aSANTOS _bAna Lúcia _9118036 |
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| 852 | _jPP82 | ||