000 01629nam a2200169 4500
001 21437
090 _a21437
100 _a20080821c2008 y0pory50 ba
101 _apor
200 _aA maternidade precoce
_etendência e perfis
330 _aTendo por ponto de partida a ideia de que a maternidade precoce reflecte a tendência de inclusão de uma sociedade, o presente artigo procura identificar e explorar, com base nas estatísticas oficiais, as lógicas sociais que caracterizam a evolução do número de nascimento das mães de menos de vinte anos. Duas conclusões merecem ser sublinhadas. A primeira salienta o facto de que a maternidade precoce se inscreve maioritariamente numa lógica de transição, nuns casos antecipada, noutros não, para a vida adulta. Com efeito, ainda que possa conduzir ou agravar situações de pobreza, a maternidade precoce significa para muitas jovens o passaporte para uma afirmação adulta consumada através da conjugalidade e da maternidade e viabilizada pelo estatuto profissional do cônjuge. A segunda conclusão associa a maternidade precoce a uma lógica de exclusão social. Esta lógica manifesta-se de forma mais acentuada na condição de monoparentalidade, em que predominam as situações de desvinculação paterna e as mães mais jovens e mais vulneráveis em termos escolares e profissionais.
461 _vV.26,n.1
_dJan.-Jun. 2008
_pp.63-76
_tRevista Portuguesa de Saúde Pública
_cLisboa
606 _aMATERNIDADE GRAVIDEZ ADOLESCÊNCIA EXCLUSÃO SOCIAL
_9115073
700 _aFERREIRA
_bPedro Moura
_9324758
852 _jP.240