000 02152nam a2200277 4500
001 21221
090 _a21221
100 _a20080415c2007 y0pory50 ba
101 _apor
200 _aA reclusão de mulheres e a indústria de reintegração
_fPat Carlen
330 _aEste artigo fala sobre as economias culturais e políticas da reclusão de mulheres e a indústria de reintegração e sobre o discurso de reabilitação na prisão, em que se baseia actualmente essa indústria. A autora apresenta quatro argumentos principais: (i) uma das principais, mas mal exploradas, causas para o rápido crescimento da população prisional feminina é o argumento exponencial da indústria internacional de reintegração; (ii) mau-grado a retórica contemporânea de reintegração, a essência da prisão consiste na sua lógica de encarceramento, o que corrompe inevitavelmente todas as tentativas de reforma na prisão; (iii) uma das razões para o rápido aumento da população prisional feminina tem subjacente a crença de que hoje a prisão é uma ferramenta multifuncional de engenharia social que serve não só para punir, mas também para fazer desaparecer as causas do crime; (iv) dado existirem razões lógicas, sociológicas, ideológicas, políticas e culturais que tornam o conceito de reintegração social através da prisão impossível, dever-se-à contestar as alegações contraditórias que repetidamente recuperam para a prisão um papel que oferece tanto o castigo como a reabilitação.
461 _vV.42, nº 185
_d4º.trim. 2007
_pp.1005-1019
_tAnálise Social
_cLisboa
606 _aMULHER RECLUSA
_9104576
606 _aCULTURA PRISIONAL
_9114943
606 _aPOPULAÇÃO PRISIONAL
_95183
606 _aREINTEGRAÇÃO
_97322
700 _aCARLEN
_bPat
_95232
852 _jPP46