000 03479nam a2200181 4500
001 20258
090 _a20258
100 _a20060209u y0pory50 ba
101 _apor
200 _aGeração de ideias em contexto de comunicação mediada por computador
_eo efeito do anonimato de conteúdo
330 _aAs denominadas técnicas de estimulação da criatividade ou de resolução criativa de problemas, constituem um fenómeno empírico que tem sido objecto de investigação em diferentes domínios da psicologia. Estas técnicas incorporam um conjunto de princípios activos como instruções, estímulos e ambientes, capazes de desencadear actividades cognitivas nos indivíduos ou grupos conducentes à afirmação do seu potencial criativo. O brainstorming ocupa um lugar particular entre as técnicas discutidas e analisadas neste domínio, da qual derivaram outros procedimentos e regras com o objectivo de aumentar a produtividade e criatividade em grupo. A aplicação e validade desta técnica mereceu desde a sua origem muitas interpelações sobre a sua eficácia. Na última década, o panorama da investigação sobre este domínio mudou com a utilização de uma larga panóplia de ferramentas e sistemas derivadas das tecnologias de informação e comunicação no apoio ao trabalho em grupo e equipa. São os denominados Group Support Systems (GSS(s)). O brainstorming mediado por computador (EBS) tem sido proposto como uma técnica que suplanta o brainstorming verbal e os grupos nominais. A comparação entre traços específicos da tecnologia e seus efeitos no número, sequência, organização, categorias das ideias e na satisfação dos participantes, continuam tópicos na agenda da investigação dos processos e dinâmica dos grupos num contexto de comunicação mediada por computador. Neste trabalho prestaremos atenção particular aos efeitos de dois traços característicos deste universo de ferramenta, a saber, o anonimato e o número de cartões/folhas de discussão disponíveis para que os membros do grupo apresentem as suas contribuições, no desempenho e dinâmica dos grupos nas sessões. Os nossos resultados mostram que os grupos que realizam a tarefa em ambiente anónimo manifestam-se mais satisfeitos com todos os aspectos da sessão (Grupos anónimos M=5.7 contra grupos identificados M=5.3, F(1,3)=4,10 p<.05). Na qualidade das ideias, medidas em termos do número de boas ideias, verificamos um efeito principal do anonimato (Grupos anónimos M=30,27, contra grupos identificados, M=21,8, F(1,3)=4,364, p<.04). Em relação ao número de categorias conceptuais, diversidade, verificamos um efeito principal da variável anonimato (grupos anónimos M=7,67, grupos identificados=6,4, F(1,3)=4,92, p<.03). Os resultados demonstram um efeito benéfico do anonimato na satisfação dos grupos, no número de boas ideias e na sua diversidade semântica. Verificamos uma clara demonstração de que o anonimato afecta positivamente o desempenho dos na geração de ideias, mitigando o efeito da avaliação e o receio em divergir.
461 _vA.3,supl.n.5
_dMaio 2004
_pp.167-196
_tINUAF STUDIA
_cLoulé
606 _aCRIATIVIDADE PSICOLOGIA BRAINSTORMING TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO COMUNICAÇÃO TRABALHO DE GRUPO MEDIAÇÃO COMPUTADOR
_9113992
700 _aPISSARRA
_bJoão
_918070
852 _jP.293