000 02225nam a2200181 4500
001 18041
090 _a18041
100 _a20011221u y0pory50 ba
101 _apor
200 _aAs relações impessoais dos pacientes dependentes de drogas
_euma perspectiva psicossomática - I
330 _aQualquer que seja o seu funcionamento mental e somático à partida, nos estados adictivos graves o sujeito é reduzido a uma identidade de superficie. A clínica mostra que estes pacientes se identificam preferencialmente a um outro que é um modelo pré-existente, e constituem-se projectivamente como complementaridade desse outro, através de procedimentos especificos próprios a uma forma externa da patologia da adaptação. O que subsiste é a relação impessoal, tal como ela é captada pela estética da sociedade tecnológica. Esta forma de relação narcísica é polarizada em torno da questão do rosto. A apropriação do rosto próprio é actualizada do rosto do outro e remete para a experiência primordial. Na situação mais radical o sujeito é reduzido ao absolutamente objecto, restituindo-se como identidade de empréstimo. Esta problemática é a do objecto único que torna o sujeito único e idêntico ao objecto. Finalmente a patologia nos estados aditivos graves define-se como sendo a do circulo vicioso. A actividade onírica quando presente assume a forma do pesadelo repetitivo, deixando perceber que qualquer alternativa que anuncie um conflito psíquico é absoluta, torna o conflito insolúvel. Este impasse apoia-se biologicamente na redução do sono paradoxal pelas drogas e na sua compensação obrigatória na ausência das drogas. Ao mesmo tempo que cessa a sintomatologia psicopatológica franca, surgem as incidências infecciosas múltiplas e cada vez mais graves, próprias à fragilização do sistema imunitário. O modelo psicossomático permite pensar esta complexidade.
461 _vV.7,n.3
_d2001
_pp.3-12
_tToxicodependências
_cLisboa
606 _aDROGA IDENTIDADE DEPENDÊNCIA PATOLOGIA
_9111938
700 _aPEDRO
_bAntónio Francisco Mendes
_916668
852 _jP.215