000 04415nam a2200325 4500
001 12178
090 _a12178
100 _a20201217d2012 y0pory50 ba
101 _apor
200 _aAdaptação À Prisão
_eestudo das relações entre os processos de coping, “marcadores” de bem-estar e ajustamento psicológico
_fLeonor Pulido Valente Afonso
_gori.tese José F. Azevedo Cruz
210 _a[S.l.
_cs.n.]
_d2012
215 _aIII, 50 p.
_dem PDF
225 _aEstudos
300 _aDissertação de Mestrado, Mestrado Integrado em Psicologia Área de Especialização em Psicologia da Justiça
330 _aEste estudo visou contribuir para um aprofundamento do conhecimento sobre o funcionamentodas variáveis e indicadores psicológicos no âmbito prisional e, especificamente, a sua relação com aadaptação à prisão. Apesar do elevado número de investigações já feitas no contexto da adaptação eajustamento à prisão, existe uma lacuna na integração destes conceitos com outros constructosconceptualmente relacionados, nomeadamente constructos associados ao bem-estar e ajustamentopsicológico: estratégias de coping, as crenças acerca do próprio, a capacidade para se autorregular, osestados de humor mais frequentemente experienciados, bem como os níveis de otimismo, positividadee satisfação com a vida. Os stressores a que esta população está sujeita podem dificultar a adaptação àvida intramuros. Assim, importa saber quais as estratégias normalmente implementadas pelos sujeitospara lidarem com o stress, bem como perceber quais as diferenças na seleção dessas mesmasestratégias entre indivíduos que aparentam ter conseguido um bom ajustamento à nova realidade eindivíduos que parecem lidar com maiores dificuldades com o processo de reclusão. Para melhor secompreenderem as relações entre estas variáveis, apurando que caraterísticas as aproximam edistinguem, foi utilizada uma bateria de questionários que incluía medidas disposicionais dasestratégias de coping, autocontrolo, auto-avaliações e crenças, positividade, satisfação com a vida eestados de humor experienciados na “última semana”. Participaram no estudo 94 homens recluídos deum estabelecimento prisional português, com uma média de idade de aproximadamente 34 anos, compenas que variam entre penas leves e penas mais pesadas e que se encontravam recluídos por váriostipos de crimes cometidos. Os resultados obtidos indicam que existe uma relação significativa entre asestratégias de coping e os “indicadores” de adaptação. Assim, os participantes que se encontrammelhor ajustados ao contexto prisional, parecem recorrer, geralmente, a estratégias focadas nosproblemas e estratégias focadas nas emoções adaptativas. Por outro lado, aqueles que parecem termaiores dificuldades em se adaptar, parecem pontuar mais alto na Perturbação Geral de Humor, o quese traduz por pensamentos, sentimentos e comportamentos menos adaptativos. Adicionalmente,verificou-se que participantes com níveis mais baixos de autocontrolo, têm maior dificuldade emcontrolar o consumo de substâncias e de álcool. Os resultados sugerem a natureza multifacetada doprocesso de adaptação à prisão, bem evidenciado pelas fortes relações entre os processos de adaptaçãoà prisão, por um lado, e as estratégias de coping e constructos associados ou “marcadores” deajustamento psicológico e bem-estar no contexto prisional: o Autocontrolo, a Positividade, o Otimismoe as Crenças ou Auto-Avaliações Nucleares, e Estados de Humor experienciados. Finalmente sugereseque a investigação futura deva apontar para o desenvolvimento de estratégias de coping maisadaptativas e funcionais, através de programas de intervenção específica, prevenindo a reincidênciacriminal e, consequentemente, prisional (Picken, 2012).
606 _aPSICOLOGIA
_9705
606 _aADAPTAÇÃO À PRISÃO
_96370
606 _aBEM-ESTAR SOCIAL
_98778
606 _aRELAÇÕES INTERPESSOAIS
_95549
606 _aCOPING
_9104959
606 _aRECLUSO
_9550
606 _aREINCIDÊNCIA
_9741
606 _aTESE DE MESTRADO
_95079
606 _aPORTUGAL
_9279
700 _aAFONSO
_bLeonor Pulido Valente
_4070
_913017
701 _aCRUZ
_bJosé F. Azevedo
_4727
_913018
852 _jEST1085