000 04379nam a2200325 4500
001 11242
090 _a11242
100 _a20190204d2018 y0pory50 ba
101 _apor
200 _aBarreiras à deteção da tuberculose em estabelecimentos prisionais portugueses
_erelatório de investigação
_fMariana Fraga de Abreu
_gori. tese Amparo Barreiro, Raquel Duarte, Ana Aguiar
210 _aPorto
_c[s.n.]
_d2018
215 _aVI, 57 p.
_cil.
_d30 cm em PDF
300 _aÁreas de intervenção de Saúde Pública, Estágio de Investigação Epidemiológica em Saúde Pública
330 _aIntrodução: Os estabelecimentos prisionais constituem ambientes de alto risco para a transmissão e disseminação da tuberculose. A aplicação de directrizes específicas para o controlo e prevenção desta doença tem sido descrita como incompleta e heterogénea internacionalmente, em consequência de diversos obstáculos identificados. Em Portugal, no âmbito do Programa Nacional para a Tuberculose, foi criado um protocolo entre a Direcção Geral de Saúde e a Direcção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais com vista à definição e uniformização de procedimentos de detecção e prevenção da tuberculose nos estabelecimentos prisionais. Compreender de que modo este protocolo tem estado a ser aplicado nos estabelecimentos prisionais e de que forma a existência de barreiras podem influenciar os serviços prestados à população reclusa é importante para otimizar a qualidade dos serviços prestados. Deste modo, com este estudo pretende-se identificar e descrever barreiras à detecção da tuberculose nos estabelecimentosprisionais dos distritos do Porto e Lisboa. Material e métodos: Realizou-se um estudo transversal com metodologia mista. Na componente quantitativa aplicaram-se questionários semiestruturados a profissionais de saúde que trabalham em ambiente prisional, e na componente qualitativa realizaram-se entrevistas a profissionais de saúde dos Centros de Diagnóstico Pneumológico das áreas de estudo. Nos questionários foi realizada uma análise de clusters hierárquica aglomerativa. Nas entrevistas realizou-se análise temática de acordo com o protocolo de Braun and Clarke. Resultados: Foram inquiridos 82 profissionais de saúde: maioria era do sexo feminino, enfermeiros e com idade mediana de 34 anos. Da análise de clusters identificámos dois grupos de profissionais de saúde com comportamentos distintos para os procedimentos desse protocolo, a partir do qual identificámos como barreiras: escassez de recursos humanos, a necessidade de formação teórico-prática para a tuberculose, a inexperiência em trabalhar em serviços de saúdeprisionais e o desconhecimento dos procedimentos do protocolo. Foram entrevistados 21 médicos especialistas a exercer funções nos distritos do Porto e Lisboa, maioria do sexo feminino da especialidade de pneumologia. Percecionámos que a articulação entre os serviços de saúde prisionais e os CDP apesar de melhorada ainda necessita de um contínuo investimento, pois a ausência de serviços articulados pode resultar na fragmentação doscuidados e em resultados menos positivos no tratamento e prevenção da doença. A escassez de recursos humanos foi também descrita pelos participantes.Conclusões: Concluímos que o protocolo para a deteção e prevenção da tuberculose em ambiente prisional está a ser adotado pela maioria dos profissionais de saúde dos estabelecimentos prisionais em estudo. Este estudo identifica ainda barreiras ao processo de deteção da tuberculose numa população que poderá auxiliar os serviços de saúde prisionais a otimizar os cuidados nos serviços de saúde de forma a que haja uma deteção mais precoce e maior adesão dos reclusos ao tratamento da tuberculose.
606 _aMEDICINA
_91408
606 _aMEDICINA NA PRISÃO
_9104985
606 _aTUBERCULOSE
_9105214
606 _aESTABELECIMENTO PRISIONAL
_9551
606 _aPROTOCOLO
_92141
606 _aDETENÇÃO
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606 _aPORTUGAL
_9279
700 _aAbreu
_bMariana Fraga de
_4070
_912185
701 _aBarreiro
_bAmparo
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701 _aDuarte
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_4727
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701 _aAguiar
_bAna
_4727
_912188
852 _jEST975