O discurso jornalístico sobre toxicodependência e droga / Cristina Ponte, Ana Cabrera, Rogério Santos
In: Toxicodependências. Lisboa. V.4,n.1 (1998) , p.83-90Idioma: Português.Assunto: IMPRENSA TOXICODEPENDÊNCIA DROGA Localização e Cota : P.215 Resumo: Investigações quantitativas realizadas sobre a cobertura da imprensa face à toxicodependência e drogas dão conta do predomínio de textos noticiosos de curta dimensão, não assinados, cobrindo maioritariamente acções de repressão (apreensões, prisões, julgamentos). Analisar a cobertura jornalística desta problemática através de outros tipos de texto de maior implicação jornalística (notícias desenvolvidas, reportagens, artigos de análise e de opinião) ou com origem em 'vozes' exteriores aos jornais (crónicas e artigos de especialistas, cartas de leitores) foi o objectivo deste estudo de cerca de dois meses (Maio e Junho de 1996), envolvendo a imprensa diária. O estudo, organizado em torno das estratégias de aproximação aos leitores, fontes e valores notícia, e retratos de 'personagens', deu conta da diversidade de tratamento jornalístico, entre posições de maior abertura editorial, que faziam circular vozes dissonantes face às políticas em vigor, e posições de maior fechamento, organizadas em torno do binómio repressão-punição. Revelou também diversidade do acesso de fontes não oficiais e de 'vozes privadas' à imprensa, nomeadamente jovens e familiares de toxicodependentes, e escassez de apresentação da toxicodependência como doença. Deu conta ainda da importância da personalização de figuras públicas como porta-vozes ou como protagonistas de 'histórias exemplares'.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
|---|---|---|---|---|---|
| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.215 (Browse shelf) | Available |
Investigações quantitativas realizadas sobre a cobertura da imprensa face à toxicodependência e drogas dão conta do predomínio de textos noticiosos de curta dimensão, não assinados, cobrindo maioritariamente acções de repressão (apreensões, prisões, julgamentos). Analisar a cobertura jornalística desta problemática através de outros tipos de texto de maior implicação jornalística (notícias desenvolvidas, reportagens, artigos de análise e de opinião) ou com origem em 'vozes' exteriores aos jornais (crónicas e artigos de especialistas, cartas de leitores) foi o objectivo deste estudo de cerca de dois meses (Maio e Junho de 1996), envolvendo a imprensa diária. O estudo, organizado em torno das estratégias de aproximação aos leitores, fontes e valores notícia, e retratos de 'personagens', deu conta da diversidade de tratamento jornalístico, entre posições de maior abertura editorial, que faziam circular vozes dissonantes face às políticas em vigor, e posições de maior fechamento, organizadas em torno do binómio repressão-punição. Revelou também diversidade do acesso de fontes não oficiais e de 'vozes privadas' à imprensa, nomeadamente jovens e familiares de toxicodependentes, e escassez de apresentação da toxicodependência como doença. Deu conta ainda da importância da personalização de figuras públicas como porta-vozes ou como protagonistas de 'histórias exemplares'.
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