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Hospitais : a longa marcha da empresarialização

Autor: VARANDA, JorgeIn: Revista Portuguesa de Saúde Pública. Lisboa. N.4 (2004) , p.57-63Idioma: Português.Assunto: EMPRESA PRIVATIZAÇÃO SECTOR DA SAÚDE GESTÃO PÚBLICA GESTÃO FINANCEIRA GESTÃO DE EMPRESAS Localização e Cota : P.240 Resumo: O modelo empresarial aplicado a hospitais públicos em Portugal é o resultado de uma lenta mas coerente evolução, com base em preocupações comuns a diversos governos e legisladores: o aumento da despesa e dos orçamentos dos hospitais e a inapropriação do modelo burocrático aos hospitais. Não é de admirar que a reforma se tenha verificado apenas na passagem do século XX para o XXI: porque a década de 90 foi a da abertura dos hospitais à ciência e métodos de gestão; porque a sociedade portuguesa, no seu passado, manifestou um significativo atraso no domínio dos métodos de gestão empresarial; finalmente, porque na mesma década a formação dos profissionais prestadores de cuidados iniciou um processo para superar o passado deficitário em ciências de gestão. Face ao nível da despesa da saúde no país, à dimensão do parque hospitalar e à insatisfação perante alguns dos seus resultados, é natural que se tenha gerado o consenso suficiente e o momentum para, em plena crise económica e financeira, se empreender uma reforma amadurecida ao longo dos anos. O autor identifica os diferentes marcos reformadores do sistema hospitalar português na sua longa marcha para a empresarialização, concluindo que o êxito dos hospitais SA estará sempre relacionado com o êxito da sua gestão, por sua vez condicionado pelas condições internas e externas.
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Analíticos de Periódicos Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais
P.240 (Browse shelf) Available

Volume temático

O modelo empresarial aplicado a hospitais públicos em Portugal é o resultado de uma lenta mas coerente evolução, com base em preocupações comuns a diversos governos e legisladores: o aumento da despesa e dos orçamentos dos hospitais e a inapropriação do modelo burocrático aos hospitais. Não é de admirar que a reforma se tenha verificado apenas na passagem do século XX para o XXI: porque a década de 90 foi a da abertura dos hospitais à ciência e métodos de gestão; porque a sociedade portuguesa, no seu passado, manifestou um significativo atraso no domínio dos métodos de gestão empresarial; finalmente, porque na mesma década a formação dos profissionais prestadores de cuidados iniciou um processo para superar o passado deficitário em ciências de gestão. Face ao nível da despesa da saúde no país, à dimensão do parque hospitalar e à insatisfação perante alguns dos seus resultados, é natural que se tenha gerado o consenso suficiente e o momentum para, em plena crise económica e financeira, se empreender uma reforma amadurecida ao longo dos anos. O autor identifica os diferentes marcos reformadores do sistema hospitalar português na sua longa marcha para a empresarialização, concluindo que o êxito dos hospitais SA estará sempre relacionado com o êxito da sua gestão, por sua vez condicionado pelas condições internas e externas.

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