Ser pai aquém e além-muros : impactos do aprisionamento na paternidade : da trajetória de vida à ressignificação da parentalidade / Joana Azevedo ; ori. tese Ana Rita Monteiro, Rodrigo Rufino
Idioma: Português.País: Portugal.Publicação: [S.l. : s.n.], 2022Descrição física: 55 p.; 30 cm em PDFColeção: EstudosNota de dissertação ou tese: Relatório Final da Unidade de Laboratório do Projeto em Sociologia Assunto: 558 | PARENTALIDADE | 550 | PATERNIDADE, PORTUGAL Localização e Cota : EST1176 Resumo: Este projeto pretendeu compreender as formas de parentalidade em contexto prisional, como é que o aprisionamento influencia ou condiciona o exercício da parentalidade. Dito de outro modo, como é que se é pai enquanto se está preso. Para isso, foram realizadas sete entrevistas semiestruturadas, realizadas a ex-reclusos. Chegou-se ao contacto com dois dos entrevistados a partir do apoio de duas associações: a Associação O Companheiro e a Associação Confiar Portugal. Estas foram fundamentais para que fosse possível chegar a dois perfis distintos. Os restantes cinco entrevistados surgiram do apoio da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), que nos concedeu acesso a uma das suas equipas de reinserção social para que pudéssemos entrevistar pessoas em situação de liberdade condicional. Pretendeu-se, portanto, com este projeto, analisar e compreender as formas de parentalidade, procurando focar a paternidade em contexto prisional. Através destes testemunhos, bem como da revisão de literatura, procura-se compreender as assimetrias de género no direito da parentalidade em contexto prisional, bem como os papéis de género inerentes ao acesso à mesma. Perceber os modos de parentalidade, mais concretamente a paternidade, consoante a classe social de pertença dos indivíduos, também se traduz num dos enfoques principais deste trabalho. Outro dos pontos de maior importância e significado científico, pela sua novidade, é compreender se a ressignificação da parentalidade, que surge na literatura como acontecendo em algumas situações, é duradoura. Isto é, se depois de regressados aos seus ambientes de pertença e sociabilidades, a ressignificação da parentalidade ocorrida enquanto presos, se mantém. O facto de recorrermos às narrativas biográficas, através de entrevistas semiestruturadas, permitirá chegar a uma análise multinível, não apenas sob a perspetiva individual do recluso, mas compreender as suas dinâmicas familiares. O objetivo principal que configurou este trabalho passa por analisar, através da narrativa biográfica de ex-reclusos, com vista nas suas trajetórias de vida, as perspetivas e significados atribuídos, pelos pais ex-reclusos, aos vários acontecimentos da sua vida, não apenas antes da pena, como também durante e após o cumprimento da mesma, sendo importante referir que a perspetiva do indivíduo se trata de um conjunto complexo de significações atribuídas pelo sujeito.| Item type | Current location | Call number | Copy number | Status | Date due | Barcode |
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| Monografias | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | EST1176 (Browse shelf) | 8818 | Available | DGRSP8818 |
Relatório Final da Unidade de Laboratório do Projeto em Sociologia
Este projeto pretendeu compreender as formas de parentalidade em contexto prisional, como é que o aprisionamento influencia ou condiciona o exercício da parentalidade. Dito de outro modo, como é que se é pai enquanto se está preso. Para isso, foram realizadas sete entrevistas semiestruturadas, realizadas a ex-reclusos. Chegou-se ao contacto com dois dos entrevistados a partir do apoio de duas associações: a Associação O Companheiro e a Associação Confiar Portugal. Estas foram fundamentais para que fosse possível chegar a dois perfis distintos. Os restantes cinco entrevistados surgiram do apoio da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), que nos concedeu acesso a uma das suas equipas de reinserção social para que pudéssemos entrevistar pessoas em situação de liberdade condicional.
Pretendeu-se, portanto, com este projeto, analisar e compreender as formas de parentalidade, procurando focar a paternidade em contexto prisional. Através destes testemunhos, bem como da revisão de literatura, procura-se compreender as assimetrias de género no direito da parentalidade em contexto prisional, bem como os papéis de género inerentes ao acesso à mesma. Perceber os modos de parentalidade, mais concretamente a paternidade, consoante a classe social de pertença dos indivíduos, também se traduz num dos enfoques principais deste trabalho. Outro dos pontos de maior importância e significado científico, pela sua novidade, é compreender se a ressignificação da parentalidade, que surge na literatura como acontecendo em algumas situações, é duradoura. Isto é, se depois de regressados aos seus ambientes de pertença e sociabilidades, a ressignificação da parentalidade ocorrida enquanto presos, se mantém. O facto de recorrermos às narrativas biográficas, através de entrevistas semiestruturadas, permitirá chegar a uma análise multinível, não apenas sob a perspetiva individual do recluso, mas compreender as suas dinâmicas familiares.
O objetivo principal que configurou este trabalho passa por analisar, através da narrativa biográfica de ex-reclusos, com vista nas suas trajetórias de vida, as perspetivas e significados atribuídos, pelos pais ex-reclusos, aos vários acontecimentos da sua vida, não apenas antes da pena, como também durante e após o cumprimento da mesma, sendo importante referir que a perspetiva do indivíduo se trata de um conjunto complexo de significações atribuídas pelo sujeito.
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