A qualidade de vida dos sobreviventes de cancro
In: Revista Portuguesa de Saúde Pública. Lisboa. V.24,n.1 (Jan.-Jun. 2006) , p.37-56Idioma: Português.Assunto: QUALIDADE VIDA QUOTIDIANA DOENÇA SAÚDE Localização e Cota : P.240 Resumo: O presente artigo pretende realizar uma revisão bibliográfica sobre a qualidade de vida dos sobreviventes de cancro. O cancro deixou de ser em muitas situações uma sentença virtual de morte e passou a enquadrar-se no grupo das doenças crónicas. Tal como nestas, a avaliação dos cuidados de saúde restrita a variáveis biológicas é uma avaliação reducionista que não permite avaliar na globalidade os ganhos em saúde. É neste contexto que surge a avaliação da qualidade de vida como um construto multidimensional e dinâmico marcado por dados objectivos, mas também subjectivos, tendo subjacente a avaliação da eficácia e eficiência dos cuidados de saúde na qualidade de vida percebida pelas próprias pessoas que enfrentam os problemas de saúde. Esta é uma problemática emergente na investigação, identificando-se vários estudos sobre avaliação da qualidade de vida. Apesar da variabilidade de estudos, muitos evidenciam que os sobreviventes de cancro continuam a enfrentar efeitos negativos, quer do cancro, quer dos tratamentos mesmo após estes terem terminado. No entanto vários estudos enfatizam uma qualidade de vida positiva, o que reforça a necessidade de avaliar não só os problemas, mas também os aspectos positivos demonstrados por um crescimento pessoal após uma esperiência traumática. A monitorização das necessidades específicas dos sobreviventes de cancro torna-se fundamental para minimizar a morbilidade que lhe pode estar associada e contribuir para ganhos em saúde.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.240 (Browse shelf) | Available |
O presente artigo pretende realizar uma revisão bibliográfica sobre a qualidade de vida dos sobreviventes de cancro. O cancro deixou de ser em muitas situações uma sentença virtual de morte e passou a enquadrar-se no grupo das doenças crónicas. Tal como nestas, a avaliação dos cuidados de saúde restrita a variáveis biológicas é uma avaliação reducionista que não permite avaliar na globalidade os ganhos em saúde. É neste contexto que surge a avaliação da qualidade de vida como um construto multidimensional e dinâmico marcado por dados objectivos, mas também subjectivos, tendo subjacente a avaliação da eficácia e eficiência dos cuidados de saúde na qualidade de vida percebida pelas próprias pessoas que enfrentam os problemas de saúde. Esta é uma problemática emergente na investigação, identificando-se vários estudos sobre avaliação da qualidade de vida. Apesar da variabilidade de estudos, muitos evidenciam que os sobreviventes de cancro continuam a enfrentar efeitos negativos, quer do cancro, quer dos tratamentos mesmo após estes terem terminado. No entanto vários estudos enfatizam uma qualidade de vida positiva, o que reforça a necessidade de avaliar não só os problemas, mas também os aspectos positivos demonstrados por um crescimento pessoal após uma esperiência traumática. A monitorização das necessidades específicas dos sobreviventes de cancro torna-se fundamental para minimizar a morbilidade que lhe pode estar associada e contribuir para ganhos em saúde.
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