Depressão na criança
In: Revista Portuguesa de Pedopsiquiatria. Lisboa. Nº.30, vol.I (Jan.-Junh.2011) , p.31-52Idioma: Português.Assunto: MEDICINA | PSIQUIATRIA | DEPRESSÃO | CRIANÇA | SAÚDE PÚBLICA | PORTUGAL Localização e Cota : P.300 Resumo: A depressão na criança é um problema de saúde pública significativo, persistente e recorrente, que pode determinar disfunção escolar e social, gerar conflitos familiares muitas vezes severos e que condiciona um consumo aumentado dos recursos de Saúde Mental. Trata-se de uma perturbação sub-diagnosticada e sub-tratada, sobretudo devido às especificidades da população afectada e à sua apresentação clínica muitas vezes atípica. São reconhecidos diversos factores potenciadores do desenvolvimento da depressão nesta faixa etária, nomeadamente biomédicos e psicossociais. A realização do rastreio sistemático desta psicopatologia, a nível dos Cuidados de Saúde Primários, não é actualmente consensual. É fundamental um diagnóstico precoce da depressão infantil, que é efectuado com base no DSM-IV-TR, tal como nos adultos. No entanto, é necessário identificar situações de comorbilidade e exclusão de causas secundárias. Se possível, deve instituir-se tratamento e referenciação atempados e adequados, para prevenir a instalação de doença depressiva de longa-duração e suas sequelas, nomeadamente a interferência no funcionamento psicossocial, laboral e das relações familiares, bem como um aumento do risco de comportamentos suicidas e de suicídios consumados. Muito tem sido investigado na área do tratamento da depressão infantil, nas últimas décadas. Os inibidores selectivos da recaptação da serotonina tornaram-se amplamente utilizados para este fim. Mas preocupações relativamente aos seus efeitos e segurança, fizeram com que se alargasse a procura a outras alternativas. No entanto, é ainda necessário pesquisar muitos aspectos nos anos vindouros, mantendo-se em aberto a agenda para a futura investigação nesta área. O objectivo deste trabalho é realizar uma análise da informação mais importante disponível sobre a depressão pediátrica, sobretudo a relativa à terapêutica existente, com o intuito de orientar a toma de decisões clínicas e contribuir para uma melhoria do tratamento da perturbação depressiva major pediátrica e da qualidade de vida destes doentes.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.300 (Browse shelf) | Available |
A depressão na criança é um problema de saúde pública significativo, persistente e recorrente, que pode determinar disfunção escolar e social, gerar conflitos familiares muitas vezes severos e que condiciona um consumo aumentado dos recursos de Saúde Mental. Trata-se de uma perturbação sub-diagnosticada e sub-tratada, sobretudo devido às especificidades da população afectada e à sua apresentação clínica muitas vezes atípica. São reconhecidos diversos factores potenciadores do desenvolvimento da depressão nesta faixa etária, nomeadamente biomédicos e psicossociais. A realização do rastreio sistemático desta psicopatologia, a nível dos Cuidados de Saúde Primários, não é actualmente consensual. É fundamental um diagnóstico precoce da depressão infantil, que é efectuado com base no DSM-IV-TR, tal como nos adultos. No entanto, é necessário identificar situações de comorbilidade e exclusão de causas secundárias. Se possível, deve instituir-se tratamento e referenciação atempados e adequados, para prevenir a instalação de doença depressiva de longa-duração e suas sequelas, nomeadamente a interferência no funcionamento psicossocial, laboral e das relações familiares, bem como um aumento do risco de comportamentos suicidas e de suicídios consumados. Muito tem sido investigado na área do tratamento da depressão infantil, nas últimas décadas. Os inibidores selectivos da recaptação da serotonina tornaram-se amplamente utilizados para este fim. Mas preocupações relativamente aos seus efeitos e segurança, fizeram com que se alargasse a procura a outras alternativas. No entanto, é ainda necessário pesquisar muitos aspectos nos anos vindouros, mantendo-se em aberto a agenda para a futura investigação nesta área. O objectivo deste trabalho é realizar uma análise da informação mais importante disponível sobre a depressão pediátrica, sobretudo a relativa à terapêutica existente, com o intuito de orientar a toma de decisões clínicas e contribuir para uma melhoria do tratamento da perturbação depressiva major pediátrica e da qualidade de vida destes doentes.
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