Regulações psicossociais na organização de crenças sobre a inteligência : relações entre representações sociais de inteligência e concepções pessoais de inteligência
In: Psicologia. Lisboa. V.20,n.2 (2006) , p.129-142Idioma: Português.Assunto: INTELIGÊNCIA REPRESENTAÇÕES SOCIAIS Localização e Cota : P.103 Resumo: No presenta trabalho analisam-se os processos que regulam a organização de crenças sobre a inteligência em adolescentes, nomeadamente a influência da «familiaridade» com o objecto de representação sobre tais crenças. Os resultados mostram que os sujeitos para os quais as diferenças interindividuais de inteligência constituem algo de inexplicável tendem a explicá-la de modo biológico e a naturalizá-la, sob a forma de uma teoria implícita dos dons (desigualmente) naturais. Investigam-se, ainda, as relações entre o princípio da «familiaridade» com a inteligência, as representações sociais da inteligência e as concepções pessoais de inteligência. Os resultados mostram que as crenças que postulam a existência de «inteligências alternativas» às definidas pela instituição escolar predizem negativamente as concepções estáticas e positivamente as concepções dinâmicas. Verifica-se, também, que a crença nas «desigualdades naturais» da inte\ligência é hegemónica, sendo partilhada quer pelos sujeitos estáticos, quer pelos dinâmicos.| Item type | Current location | Call number | Status | Date due | Barcode |
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| Analíticos de Periódicos | Biblioteca da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais | P.103 (Browse shelf) | Available |
No presenta trabalho analisam-se os processos que regulam a organização de crenças sobre a inteligência em adolescentes, nomeadamente a influência da «familiaridade» com o objecto de representação sobre tais crenças. Os resultados mostram que os sujeitos para os quais as diferenças interindividuais de inteligência constituem algo de inexplicável tendem a explicá-la de modo biológico e a naturalizá-la, sob a forma de uma teoria implícita dos dons (desigualmente) naturais. Investigam-se, ainda, as relações entre o princípio da «familiaridade» com a inteligência, as representações sociais da inteligência e as concepções pessoais de inteligência. Os resultados mostram que as crenças que postulam a existência de «inteligências alternativas» às definidas pela instituição escolar predizem negativamente as concepções estáticas e positivamente as concepções dinâmicas. Verifica-se, também, que a crença nas «desigualdades naturais» da inte\ligência é hegemónica, sendo partilhada quer pelos sujeitos estáticos, quer pelos dinâmicos.
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