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    <subfield code="a">Dating violence</subfield>
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    <subfield code="a">1 tese</subfield>
    <subfield code="c">recurso eletr&#xF3;nico, https://hdl.handle.net/1822/19681, acesso restrito </subfield>
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    <subfield code="a">Tese de Doutoramento em Psicologia,  Especialidade de Psicologia da Justi&#xE7;a, pela Universidade do Minho, Escola de Psicologia</subfield>
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    <subfield code="a">A viol&#xEA;ncia no namoro tem sido amplamente reconhecida internacionalmente, embora n&#xE3;o consensual no que se refere &#xE0;s suas causas e aos seus efeitos. A presente investiga&#xE7;&#xE3;o enquanto parte do International Dating Violence Study examina a viol&#xEA;ncia no namoro em jovens adultos portugueses, determinando as suas causas e os seus efeitos, numa perspectiva multi-conceptual e integrada. Toma como ponto de partida as experi&#xEA;ncias negativas do desenvolvimento na inf&#xE2;ncia e adolesc&#xEA;ncia (vari&#xE1;veis distais), a vincula&#xE7;&#xE3;o ao companheiro, a qualidade do relacionamento &#xED;ntimo com o companheiro e a viol&#xEA;ncia no namoro (vari&#xE1;veis proximais) e os seus efeitos na sa&#xFA;de f&#xED;sica e psicol&#xF3;gica, em mulheres e homens. A amostra &#xE9; constitu&#xED;da por 550 estudantes universit&#xE1;rios portugueses, 60.5% do sexo feminino, 85% numa rela&#xE7;&#xE3;o de namoro, com mediana de idade 21 anos. A agress&#xE3;o psicol&#xF3;gica &#xE9; a forma de abuso mais prevalente, seguida do abuso f&#xED;sico sem sequelas, da coer&#xE7;&#xE3;o sexual, e o abuso f&#xED;sico com sequelas. Encontram-se diferen&#xE7;as de g&#xE9;nero apenas no que se refere &#xE0; perpetra&#xE7;&#xE3;o de coer&#xE7;&#xE3;o sexual, que &#xE9; predominantemente perpetrada por elementos do sexo masculino. A simetria de g&#xE9;nero na preval&#xEA;ncia espelha-se igualmente nos factores de risco da viol&#xEA;ncia no namoro. Assim, o estudo n&#xE3;o refuta totalmente as perspetivas feministas em prol das perspetivas s&#xF3;cio-relacionais, sugerindo que a mesma teoria deva ser reanalisada e alargada tendo em conta o tipo de abuso e o g&#xE9;nero do perpetrador. Efeitos diretos e indiretos foram estimados com diferen&#xE7;as significativas entre homens e mulheres na determina&#xE7;&#xE3;o da viol&#xEA;ncia no namoro e na explica&#xE7;&#xE3;o da sa&#xFA;de f&#xED;sica e psicol&#xF3;gica. Os resultados desta investiga&#xE7;&#xE3;o corroboram a hip&#xF3;tese da transmiss&#xE3;o intergeneracional da viol&#xEA;ncia e revitimiza&#xE7;&#xE3;o, e da viol&#xEA;ncia analisada &#xE0; luz da teoria da vincula&#xE7;&#xE3;o, tendo em conta que a qualidade do relacionamento &#xED;ntimo no in&#xED;cio da idade adulta e as experi&#xEA;ncias abusivas durante a inf&#xE2;ncia se relacionam com a perpetra&#xE7;&#xE3;o e vitimiza&#xE7;&#xE3;o de abuso no namoro, independentemente do g&#xE9;nero. Quanto ao contributo da teoria da vincula&#xE7;&#xE3;o, apenas a vincula&#xE7;&#xE3;o ansiosa, mas n&#xE3;o o evitamento, se relaciona com a viol&#xEA;ncia no namoro para ambos os sexos, embora explique apenas a perpetra&#xE7;&#xE3;o masculina, no modelo final. Tanto a ansiedade como o evitamento est&#xE3;o relacionados com a qualidade do relacionamento &#xED;ntimo, que &#xE9; preditor da viol&#xEA;ncia no namoro, em ambos os sexos. Quanto aos efeitos na sa&#xFA;de, embora as experi&#xEA;ncias adversas proximais e distais se associem com maior morbilidade f&#xED;sica e psicol&#xF3;gica, o efeito da viol&#xEA;ncia no namoro na sa&#xFA;de &#xE9; melhor explicado por outros factores, nomeadamente, as experi&#xEA;ncias de vitimiza&#xE7;&#xE3;o na inf&#xE2;ncia a vincula&#xE7;&#xE3;o ao companheiro. As dimens&#xF5;es de vincula&#xE7;&#xE3;o envolvidas diferem em fun&#xE7;&#xE3;o do g&#xE9;nero e do tipo de morbilidade. Predizem a sa&#xFA;de f&#xED;sica, o evitamento em homens e a ansiedade em mulheres, e a sa&#xFA;de psicol&#xF3;gica, a ansiedade para ambos os sexos. A perspetiva da vincula&#xE7;&#xE3;o concetualizada como um sistema regulat&#xF3;rio do stress &#xE9; corroborado pelos resultados. Este estudo apresenta um modelo integrativo multi-concetual, numa perspectiva desenvolvimental-relacional que considera as especificidades do g&#xE9;nero, e se orienta pela teoria da vincula&#xE7;&#xE3;o, tanto na compreens&#xE3;o das causas, como dos efeitos associados com a viol&#xEA;ncia no namoro. Refor&#xE7;a a import&#xE2;ncia da qualidade e processos associados com as rela&#xE7;&#xF5;es significativas proximais e distais na sa&#xFA;de e bem estar dos indiv&#xED;duos no in&#xED;cio da idade adulta no &#xE2;mbito de uma perspetiva de g&#xE9;nero especifica.</subfield>
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