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    <subfield code="a">Vitimiza&#xE7;&#xE3;o e perpetra&#xE7;&#xE3;o sexual em jovens adultos</subfield>
    <subfield code="e">da caracteriza&#xE7;&#xE3;o da preval&#xEA;ncia &#xE0;s atitudes</subfield>
    <subfield code="f">S&#xF3;nia Maria da Costa Martins</subfield>
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    <subfield code="a">[Braga]</subfield>
    <subfield code="c">Universidade do Minho</subfield>
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    <subfield code="a">XXII, 266 p.</subfield>
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    <subfield code="a">Estudos</subfield>
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    <subfield code="a">Tese de Doutoramento em Psicologia,  Especialidade de Psicologia da Justi&#xE7;a, pela Universidade do Minho, Escola de Psicologia</subfield>
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    <subfield code="a">Ao efetuar uma revis&#xE3;o da literatura sobre a investiga&#xE7;&#xE3;o realizada na &#xE1;rea da viol&#xEA;ncia sexual (no presente caso, centrada nas idades juvenis/jovem adulto) constat&#xE1;mos, desde logo, que, apesar das in&#xFA;meras investiga&#xE7;&#xF5;es internacionais sobre o tema, n&#xE3;o &#xE9; f&#xE1;cil fazer uma refer&#xEA;ncia clara &#xE0; incid&#xEA;ncia e preval&#xEA;ncia do fen&#xF3;meno. Na verdade, podem mesmo identificar-se v&#xE1;rios entraves ao conhecimento preciso destes n&#xFA;meros, nomeadamente: a dificuldade na operacionaliza&#xE7;&#xE3;o dos termos em investiga&#xE7;&#xE3;o, os diferentes designs dos estudos, a n&#xE3;o unifica&#xE7;&#xE3;o dos per&#xED;odos a que se referem as quest&#xF5;es, as amostras de diferentes tamanhos e &#xE1;reas geogr&#xE1;ficas, o tipo de quest&#xF5;es que s&#xE3;o colocadas e as pr&#xF3;prias metodologias que s&#xE3;o usadas. A todos estes fatores, no caso nacional, acresce a falta de estudos conduzidos na &#xE1;rea, a dificuldade de constru&#xE7;&#xE3;o de uma amostra representativa e os custos elevados associados a uma investiga&#xE7;&#xE3;o desta natureza, assim como a inexist&#xEA;ncia de instrumentos devidamente validados e aferidos sobre este tema. Mesmo assim, os resultados encontrados revelam-se inquietantes e progressivamente mais conclusivos quanto &#xE0; gravidade e dissemina&#xE7;&#xE3;o do problema, assim como &#xE0; import&#xE2;ncia de unificar esfor&#xE7;os no sentido de melhor o compreender e de desenvolver estrat&#xE9;gias de interven&#xE7;&#xE3;o e preven&#xE7;&#xE3;o mais eficazes. Face ao exposto, ao longo deste trabalho, apresentaremos uma revis&#xE3;o cr&#xED;tica do estado da arte na &#xE1;rea da viol&#xEA;ncia sexual e dois estudos, ambos de car&#xE1;ter quantitativo, conduzidos em territ&#xF3;rio nacional com estudantes universit&#xE1;rios. A principal diferen&#xE7;a entre os dois estudos prende-se com o m&#xE9;todo de recolha dos dados, na medida em que um se baseia no m&#xE9;todo de recolha presencial, via papel e l&#xE1;pis, enquanto o outro se socorre de um m&#xE9;todo de recolha via internet. Ambos partilham os mesmos objetivos, mais especificamente: (a) recolher dados sobre a preval&#xEA;ncia dos diferentes tipos de viol&#xEA;ncia sexual (i.e., toques sexuais indesejados, coer&#xE7;&#xE3;o sexual, tentativa de viola&#xE7;&#xE3;o e viola&#xE7;&#xE3;o), quer a n&#xED;vel da vitimiza&#xE7;&#xE3;o quer da perpetra&#xE7;&#xE3;o, tanto do ponto de vista das v&#xED;timas como dos agressores. Para a concretiza&#xE7;&#xE3;o deste primeiro objetivo procedemos &#xE0; adapta&#xE7;&#xE3;o e aplica&#xE7;&#xE3;o de um question&#xE1;rio largamente usado, a n&#xED;vel internacional, na investiga&#xE7;&#xE3;o da viol&#xEA;ncia sexual &#x2013; o Question&#xE1;rio de Experi&#xEA;ncias Sexuais (&#x201C;Sexual Experinces Survey&#x201D; - SES), mais concretamente a duas vers&#xF5;es do mesmo, uma para avaliar a vitimiza&#xE7;&#xE3;o (Sexual Experiences Survey- Short Form Victimization - SES-SFV) e outra para avaliar a perpetra&#xE7;&#xE3;o (Sexual Experiences Survey- Short Form Perpetration &#x2013; SES-SFP) de comportamentos sexualmente abusivos; (b) conhecer o posicionamento dos jovens face a estas formas de viol&#xEA;ncia (procurando identificar o grau de toler&#xE2;ncia/legitima&#xE7;&#xE3;o em rela&#xE7;&#xE3;o a estes comportamentos e as cren&#xE7;as espec&#xED;ficas que concorrem para a sua legitima&#xE7;&#xE3;o). Para a concretiza&#xE7;&#xE3;o deste segundo objetivo, e dada a falta de question&#xE1;rios validados e aferidos para a popula&#xE7;&#xE3;o portuguesa, procedemos &#xE0; adapta&#xE7;&#xE3;o e aferi&#xE7;&#xE3;o uma escala de cren&#xE7;as sobre o tema &#x2013; a Escala de Cren&#xE7;as Sobre Viol&#xEA;ncia Sexual (ECVS); (c) analisar a rela&#xE7;&#xE3;o entre atitudes e comportamentos abusivos e identificar os fatores sociodemogr&#xE1;ficos (e.g., g&#xE9;nero, idade, n&#xED;vel socioecon&#xF3;mico) e formativos (e.g., ano de forma&#xE7;&#xE3;o, &#xE1;reas de forma&#xE7;&#xE3;o) associados &#xE0;s cren&#xE7;as e comportamentos sexualmente abusivos; e, (d) determinar fatores preditores das atitudes legitimadoras do abuso &#xED;ntimo e dos comportamentos sexualmente abusivos. Na globalidade, os estudos por n&#xF3;s conduzidos permitiram-nos responder aos objetivos delineados, n&#xE3;o obstante algumas limita&#xE7;&#xF5;es de que iremos dar conta. Ao longo do trabalho apresentado procuraremos, assim, analisar o que nos revelam os principais resultados encontrados, assim como explorar as potencialidades e fragilidades dos estudos conduzidos e debater potenciais implica&#xE7;&#xF5;es para a investiga&#xE7;&#xE3;o e para o desenvolvimento de programas preventivos e interventivos especializados nesta &#xE1;rea.</subfield>
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