02940nam a2200253 45000010005000001000041000051010008000462000156000542100041002102150032002512250012002833000157002953302033004526060015024856060018025006060029025186060011025476060013025586060012025716060021025836060013026047000058026178520011026759459 a20160302d2012 y0pory50 ba apor aViolência domésticaesignificados em torno da intervenção em grupo com mulheres vítimasfAlexandre Herculano da Conceição Soares da Cunha a[Braga]cUniversidade do Minhod2012 a50 p.d30 cm (Digitalizada) aEstudos aTese de Dissertação de mestrado integrado em Psicologia, Especialidade de Psicologia da Justiça, pela Universidade do Minho, Escola de Psicologia aNo plano internacional, a intervenção em grupo é a modalidade terapêutica mais utilizada com vítimas de violência conjugal Tutty, Bidgood e Rothery (1993). Não obstante, em Portugal, a intervenção em grupo é muito recente e pouco comum. Embora existam poucos estudos sobre a eficácia desta forma de intervenção (Lundy & Grossman, 2001), os que existem apontam para um conjunto de ganhos que o grupo proporciona às mulheres (e.g., competências pessoais, competências sociais, estratégias de coping) (e.g., Raynor & Cantin, 1997, Cox & Stoltenberg, 1991). Com o intuito de conhecermos melhor a experiência, os significados e o impacto deste formato de intervenção terapêutica nas mulheres vítimas de violência conjugal, desenvolvemos uma investigação qualitativa, tendo como metodologia de estudo a análise de conteúdo temática. A amostra é constituída por 19 mulheres vítimas de violência conjugal, que beneficiaram de uma intervenção psicoterapêutica em grupo, desenvolvida no âmbito do projeto Grupos de Ajuda Mútua (GAM), dinamizado pela Universidade do Minho. Procedeu-se à recolha dos dados através de uma entrevista semiestruturada e, posteriormente, o tratamento dos dados foi efetuado com o apoio do software NVIVO8. Os resultados permitem concluir que a intervenção em grupo tem um impacto positivo junto das mulheres vítimas de violência conjugal. Na perspetiva das participantes esta modalidade terapêutica concede um conjunto de vantagens, designadamente, maior suporte social, aumento do bem-estar geral (e.g., diminuição de sintomas), maior apoio psicoemocional, desenvolvimento de estratégias coping (e.g., resolução de problemas, tomada de decisão), partilha de experiência, aumento do conhecimento sobre a violência conjugal (e.g., rompimento com a ideia de caso único, identificação do ciclo da violência), entre outros ganhos que ajudam as vítimas a lidar melhor com o problema e os seus efeitos. aPSICOLOGIA aDIREITO PENAL aINTERVENÇÃO EM GRUPO aMULHER aVÍTIMA aTERAPIA aTESE DE MESTRADO aPORTUGAL aCUNHAbAlexandre Herculano da Conceição Soares da jEST806