02392nam a2200217 45000010005000001000041000051010008000462000148000542100025002022150018002272250012002453301760002576060023020176060027020406060016020676060021020836060017021046060013021217000029021348520011021638106 a20100118d2009 y0pory50 ba apor aA delinquência juvenil contada por ambos os géneroseestudo qualitativo sobre o crime, a violência e a mudançafRaquel Oliveira Martins aLisboac[s.n.]d2009 a117 p.d30 cm aEstudos aA delinquência juvenil é, actualmente, um fenómeno crescente que tem um impacto directo nas nossas sociedades. Estes adolescentes encontram no crime e na violência um escape de uma história de vida marcada pelo sofrimento psíquico e por vivências traumáticas, nomeadamente ao nível familiar. Muitos estudos centram-se na delinquência juvenil masculina, mas será que as raparigas delinquentes olham da mesma forma para o crime e a violência, característicos do seu comportamento delinquente? Como será que rapazes e raparigas encaram a sua experiência de internamento em Centro Educativo? Será essa uma mudança com perspectiva futura? Optando por uma abordagem qualitativa e com base num guião semi-estruturado, entrevistámos 18 rapazes e raparigas, com idades compreendidas entre os 14 e 18 anos, a cumprir medida de internamento num Centro Educativo. Com o intuito de compreender se existem diferenças nas suas percepções subjectivas relativas aos temas considerados, demos voz aos protagonistas de ambos os géneros. As 18 entrevistas transcritas constituíram o corpus para a análise de conteúdo. No tema do crime, as raparigas debruçam-se sobre as causas dos comportamentos delituosos, sendo que os rapazes expõem claramente que o objectivo principal é a aquisição de bens materiais, mesmo que para isso tenham que usar a violência. Ambos os géneros referem-se à mudança experienciada durante o internamento, se bem que as raparigas estão mais ligadas à escola e à mudança efectiva que os rapazes. Concluímos que existem diferenças entre os géneros relativamente à vivência da delinquência juvenil, devendo estas ser consideradas nos programas de intervenção. aDIREITO DE MENORES aDELINQUÊNCIA JUVENIL aADOLESCENTE aCENTRO EDUCATIVO aINTERNAMENTO aPORTUGAL aMARTINSbRaquel Oliveira jEST594