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    <subfield code="a">Inqu&#xE9;rito Nacional sobre Comportamentos Aditivos em Meio Prisional</subfield>
    <subfield code="e">caracteriza&#xE7;&#xE3;o da popula&#xE7;&#xE3;o prisional, crimes cometidos e depend&#xEA;ncias face &#xE0;s drogas, bebidas alco&#xF3;licas e jogo a dinheiro </subfield>
    <subfield code="f">Rita Mendes; Sofia Gaspar; Rui Brito Fonseca; Clara Oliveira; Catarina Dias </subfield>
    <subfield code="g">coord. An&#xE1;lia Torres</subfield>
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    <subfield code="a">Lisboa</subfield>
    <subfield code="c"> Servi&#xE7;o de Interven&#xE7;&#xE3;o nos Comportamentos Aditivos e nas Depend&#xEA;ncias </subfield>
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    <subfield code="a">305 p.</subfield>
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    <subfield code="a">O Inqu&#xE9;rito Nacional sobre Comportamentos Aditivos em Meio Prisional &#xE9; um estudo que
replica os j&#xE1; realizados em 2001 e 2007 sobre drogas em meio prisional, alargando agora o seu
&#xE2;mbito aos consumos de &#xE1;lcool, tabaco e &#xE0;s pr&#xE1;ticas de jogo.
O estudo de 2001 foi um estudo pioneiro, j&#xE1; que foi a primeira vez que se investigou e analisou
os consumos de drogas dos reclusos no universo prisional portugu&#xEA;s, atrav&#xE9;s de um exerc&#xED;cio
metodologicamente complexo mas que se revelou muito bem-sucedido na sua concretiza&#xE7;&#xE3;o.
Em 2007 o estudo foi replicado sem as dificuldades iniciais e beneficiando agora da experi&#xEA;ncia
pioneira anterior.1
O presente relat&#xF3;rio apresenta os resultados da pesquisa realizada durante o ano de 2014.2 A
compara&#xE7;&#xE3;o sistem&#xE1;tica dos resultados referentes &#xE0;s tr&#xEA;s aplica&#xE7;&#xF5;es, permite avaliar tend&#xEA;ncias
fortes e transforma&#xE7;&#xF5;es, quer no que diz respeito ao consumo de drogas, &#xE1;lcool, tabaco e
pr&#xE1;ticas de jogo e sua rela&#xE7;&#xE3;o com a reclus&#xE3;o, quer relativamente aos tipos de crimes, quer ao
pr&#xF3;prio sistema prisional.
Deste modo, torna-se poss&#xED;vel responder &#xE0; necessidade de avalia&#xE7;&#xE3;o da realidade
anteriormente diagnosticada, de forma a produzir evid&#xEA;ncia capaz de informar a delinea&#xE7;&#xE3;o de
pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas orientadas para a situa&#xE7;&#xE3;o atualmente existente. Neste sentido, o SICAD &#x2013;
Servi&#xE7;o de Interven&#xE7;&#xE3;o nos Comportamentos Aditivos e nas Depend&#xEA;ncias &#x2013; prop&#xF4;s que se
realizasse a reedi&#xE7;&#xE3;o do estudo.
A an&#xE1;lise dos resultados permitiu identificar diferentes perfis de reclusos, possibilitando ainda
a obten&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xE3;o sobre as suas principais preocupa&#xE7;&#xF5;es, relativamente &#xE0;s condi&#xE7;&#xF5;es de vida nos estabelecimentos prisionais, assim como as suas opini&#xF5;es sobre diferentes aspetos
relacionados com as drogas e as toxicodepend&#xEA;ncias.
Para al&#xE9;m disso, replicou-se a aplica&#xE7;&#xE3;o do inqu&#xE9;rito aos diretores dos estabelecimentos
prisionais, tendo-se recolhido tamb&#xE9;m as suas preocupa&#xE7;&#xF5;es e opini&#xF5;es a respeito dos mesmos
aspetos, avaliando-se ainda da sua disponibilidade para a implementa&#xE7;&#xE3;o de medidas
espec&#xED;ficas relativas aos comportamentos aditivos, identificando-se diferentes perfis
sociodemogr&#xE1;ficos destes dirigentes. Foram ainda inquiridos os t&#xE9;cnicos de sa&#xFA;de dos servi&#xE7;os
cl&#xED;nicos dos EP, relativamente aos consumos de drogas, &#xE1;lcool, tabaco e pr&#xE1;ticas de jogo, &#xE0;
preval&#xEA;ncia de doen&#xE7;as infetocontagiosas e &#xE0; exist&#xEA;ncia de programas terap&#xEA;uticos espec&#xED;ficos
dirigidos aos reclusos.
Ainda para responder aos par&#xE2;metros de an&#xE1;lise em desenvolvimento a n&#xED;vel europeu,
nomeadamente ao inqu&#xE9;rito-piloto European Questionnaire on Drug Use among Prisoners (EQDP)
e &#xE0; necessidade de manter crit&#xE9;rios de comparabilidade com os dois trabalhos realizados
anteriormente &#x2013; em 2001 e 2007 &#x2013; foi necess&#xE1;rio proceder a uma reformula&#xE7;&#xE3;o da estrutura do
question&#xE1;rio e de diversas quest&#xF5;es.
Os resultados da pesquisa constituem informa&#xE7;&#xE3;o fundamental para o SICAD e para o
Observat&#xF3;rio Europeu das Drogas e da Toxicodepend&#xEA;ncia relativamente aos consumos de
drogas, de &#xE1;lcool, de tabaco e &#xE0;s pr&#xE1;ticas de jogo. Tamb&#xE9;m a informa&#xE7;&#xE3;o recolhida quanto &#xE0;s
preocupa&#xE7;&#xF5;es de reclusos e diretores e quanto &#xE0; forma como ambos avaliam aspetos da vida
prisional, e a sua evolu&#xE7;&#xE3;o ao longo dos anos, ser&#xE1; decerto de grande utilidade para a Direca&#xE7;&#xE3;o
Geral da Reinser&#xE7;&#xE3;o e dos Servi&#xE7;os Prisionais.
O relat&#xF3;rio &#xE9; constitu&#xED;do por dois volumes, contendo o primeiro volume uma introdu&#xE7;&#xE3;o
seguida de sete cap&#xED;tulos. No primeiro cap&#xED;tulo, apresenta-se um conjunto de informa&#xE7;&#xE3;o de
enquadramento, sobre a situa&#xE7;&#xE3;o atual e evolu&#xE7;&#xE3;o geral das pris&#xF5;es europeias e nacionais.
Relaciona-se os tipos de pena aplicados em situa&#xE7;&#xF5;es de condena&#xE7;&#xE3;o, por crimes relacionados
com drogas em contexto europeu. Explicitam-se ainda neste cap&#xED;tulo os procedimentos
metodol&#xF3;gicos utilizados, tanto para a conce&#xE7;&#xE3;o e aplica&#xE7;&#xE3;o do question&#xE1;rio aos reclusos, como
para a realiza&#xE7;&#xE3;o do inqu&#xE9;rito/ausculta&#xE7;&#xE3;o aos diretores e servi&#xE7;os cl&#xED;nicos dos estabelecimentos
prisionais.
No segundo cap&#xED;tulo apresenta-se uma an&#xE1;lise comparativa da caracteriza&#xE7;&#xE3;o
sociodemogr&#xE1;fica dos reclusos ao longo das tr&#xEA;s aplica&#xE7;&#xF5;es do question&#xE1;rio, destacando as
tend&#xEA;ncias verificadas em 2014. Para al&#xE9;m disso, apresentam-se os dados relativos &#xE0;s suas
situa&#xE7;&#xF5;es cl&#xED;nicas, &#xE0; preval&#xEA;ncia de doen&#xE7;as infetocontagiosas dos reclusos nos
estabelecimentos prisionais e &#xE0;s pr&#xE1;ticas preventivas e de risco de cont&#xE1;gio.
O terceiro cap&#xED;tulo ocupa-se das situa&#xE7;&#xF5;es penais e prisionais dos reclusos e a sua articula&#xE7;&#xE3;o
com diversas vari&#xE1;veis sociodemogr&#xE1;ficas. Essas vari&#xE1;veis relacionam-se ainda com crimes cujos
motivos estejam, diretamente ou indiretamente ligados &#xE0;s drogas, ao &#xE1;lcool e &#xE0; pr&#xE1;tica de jogo
il&#xED;cito. Relacionam-se ainda os diferentes tipos de crime com a dura&#xE7;&#xE3;o das penas.
No quarto cap&#xED;tulo analisam-se com maior detalhe as caracter&#xED;sticas da popula&#xE7;&#xE3;o reclusa
consumidora de drogas, com especial enfoque nas declara&#xE7;&#xF5;es de consumo dos reclusos, nos
tipos de subst&#xE2;ncias consumidas, na frequ&#xEA;ncia com que o fazem ou faziam antes e durante a reclus&#xE3;o, quais as modalidades de consumo, o recurso a programas de tratamento, os consumos
injet&#xE1;veis e os epis&#xF3;dios de overdose.
O quinto cap&#xED;tulo aborda os consumos de &#xE1;lcool e tabaco nos estabelecimentos prisionais, a
frequ&#xEA;ncia com que o fazem ou faziam antes e durante a reclus&#xE3;o, assim como a sua rela&#xE7;&#xE3;o
com diversas vari&#xE1;veis sociodemogr&#xE1;ficas.
No sexto cap&#xED;tulo identificam-se pr&#xE1;ticas de jogo a dinheiro em meio livre, antes da reclus&#xE3;o,
e &#x201C;a dinheiro&#x201D; (ou em troca de outros bens/ servi&#xE7;os) em ambiente prisional, relacionando ainda
estas pr&#xE1;ticas com as vari&#xE1;veis sociodemogr&#xE1;ficas j&#xE1; nomeadas.
Finalmente, neste primeiro volume, no s&#xE9;timo cap&#xED;tulo, revelam-se os perfis de diversos grupos
de reclusos do sistema prisional portugu&#xEA;s, com recurso a uma an&#xE1;lise de correspond&#xEA;ncias
m&#xFA;ltiplas.
O segundo volume analisa as perce&#xE7;&#xF5;es dos reclusos e reclusas relativamente &#xE0;s condi&#xE7;&#xF5;es
de vida nas pris&#xF5;es, aos aspetos mais preocupantes no contexto da reclus&#xE3;o, &#xE0;s representa&#xE7;&#xF5;es
sobre toxicodepend&#xEA;ncia e toxicodependentes e ainda &#xE0;s opini&#xF5;es sobre eventuais medidas e
solu&#xE7;&#xF5;es para o problema das drogas em meio prisional. Tamb&#xE9;m neste segundo volume se
analisam as principais preocupa&#xE7;&#xF5;es e opini&#xF5;es dos diretores e diretoras sobre os contextos
prisionais, sobre as drogas e as toxicodepend&#xEA;ncias, consumos de &#xE1;lcool, tabaco e pr&#xE1;ticas de
jogo, medidas que consideram de maior ou menor import&#xE2;ncia e compara-se perspetivas de
diretores/ servi&#xE7;os cl&#xED;nicos e de reclusos relativamente a estas tem&#xE1;ticas. Apresenta-se ainda uma
an&#xE1;lise de correspond&#xEA;ncias m&#xFA;ltiplas, onde se sugere a exist&#xEA;ncia de tr&#xEA;s perfis de diretores dos
estabelecimentos prisionais. Finalmente, tratam-se duas quest&#xF5;es introduzidas pela primeira vez
na investiga&#xE7;&#xE3;o de 2014 relativas &#xE0;s perce&#xE7;&#xF5;es do impacto dos consumos de drogas, &#xE1;lcool,
tabaco e pr&#xE1;ticas de jogo, nas viv&#xEA;ncias dos reclusos em meio livre e em meio prisional.</subfield>
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