03341 2200289 4500001000700000100004100007101000800048102000700056200021100063210004900274215002200323225001200345328006900357330237000426606001502796606003002811606002102841606001702862606002402879606002602903606002102929606001302950675000802963700003602971702003203007852001203039409150 a20250211d kmmy0pory50 ba apor aPT aReinserção social de reclusas de etnia ciganaetrajetórias de vida, experiências prisionais e expectativas futuras de pós-reclusãofFabiana dos Santos Lopesgori. tese Silvia Andreia Mota Gomes aBragacInstituto de Ciências Sociaisd2023 a71 p.d30 cmcPDF aEstudos aDissertação de Mestrado em Crime, Diferença e Desigualdade aA literatura científica aponta para a existência de um processo de estigmatização, marginalização e criminalização das comunidades ciganas em território nacional. No entanto, são ainda parcos os estudos que interliguem a problemática da criminalidade quando associada aos grupos étnicos. Esta dissertação pretende contribuir para esta área de estudos, explorando em particular o processo de reinserção social de reclusas de etnia cigana através da análise das suas trajetórias de vida, experiências prisionais e expectativas que possuem após o período prisional. Com recurso a uma metodologia qualitativa, com a análise de nove entrevistas1 semiestruturadas realizadas a reclusas de etnia cigana, pretendeu-se verificar a intersecção das diversas vulnerabilidades sociais – étnicas, de género e de reclusão – no processo em análise. Concluiu-se que as condições objetivas de vida das mulheres ciganas são marcadas por múltiplos processos de exclusão e desigualdade social, como também episódios de desconfiança e de racismo «subtil» e/ou «flagrante» que condicionam e restringem fortemente as suas trajetórias de vida e criam padrões de vulnerabilidade social. As dificuldades económicas orientam, em grande medida, a explicação para a prática criminal, agregando-se ainda obstáculos discriminatórios sentidos devido à sua pertença étnica. No período de reclusão, as áreas apontadas como potenciadoras no processo de (re)adaptação à sociedade são a ocupação laboral, a frequência escolar e as atividades socioculturais e desportivas. Embora as relações de sociabilidade intramuros sejam entendidas como positivas, o acompanhamento dos técnicos de reinserção é apenas esporádico, o que faz com que considerem não existir uma preparação para a sua reinserção social. As expectativas futuras estão inseridas numa lógica de melhoria das condições de vida comparativamente às que tinham até ao momento antecedente à reclusão, dividindo-se entre o trabalho e a família. Estão conscientes das duplas e/ou triplas experiências de discriminação a que são alvo, sendo que, após a reclusão, ainda lhes é acrescido o rótulo de criminosas, acabando por dificultar o recomeço das suas vidas. aSOCIOLOGIA aEXPERIÊNCIAS PRISIONAIS aGRUPOS ÉTNICOS aETNIA CIGANA aRECLUSÃO FEMININA aREINSERÇÃO SOCIAL aTESE DE MESTRADO aPORTUGAL a316 aLOPESbFabiana dos Santos 4070 aGOMESbSílviaf1958-4727 jEST1346