03801 2200289 4500001000700000090001100007100004100018101000800059102000700067200021100074210004900285215002300334225001200357328006900369330267400438606002003112606002503132606004903157606003103206606002703237606001803264675001603282700004203298702004003340852001203380995011903392409147 a409147 a20250211d kmmy0pory50 ba apor aPT a"Quando sair, só quero trabalhar como aqui". Perspetivas em torno da Reinserção Social das mulheres ciganas no pós-reclusão fAndreia Ferreira Brito gori. tese Manuel Carlos Silva, Sílvia Gomes aBragacInstituto de Ciências Sociaisd2014 a141 p.d30 cmcPDF aEstudos aDissertação de Mestrado em Crime, Diferença e Desigualdade aEsta dissertação debruça-se sobre as perceções dos possíveis impactos que a detenção prisional tem na reinserção social futura de mulheres da etnia cigana, pensando na reinserção social como reconfiguração de relações sociais, pessoais, laborais destas mulheres. Tendo em conta os escassos estudos em Portugal que interligam raça/etnia, crime e género e uma vez que os estabelecimentos prisionais e os serviços públicos não estão a ser totalmente eficientes relativamente à reinserção social da população reclusa, pretendemos, com base em 172 processos individuais, 25 entrevistas a reclusas de etnia cigana e 15 a guardas prisionais, focar-nos em dois pontos centrais: por um lado, a perceção dos guardas prisionais sobre a reinserção desse mesmo grupo, bem como as expetativas das próprias reclusas ciganas relativamente à sua reinserção após a reclusão e, por outro lado, quais as respostas sociais existentes para suprir as necessidades desta população, quer dentro do estabelecimento prisional, quer após a sua saída. Para tal, recorremos ao cruzamento de abordagens metodológicas de ordem quantitativa (através dos processos individuais das reclusas) e qualitativa (entrevistas). Concluímos que o grupo étnico cigano é uma das categorias sociais mais expostas a situações de segregação e discriminação social e pobreza, e que tais marcadores, conjugados com a criminalidade e reclusão, continuam a determinar e restringir fortemente as condições objetivas de vida das mulheres ciganas, para além do mundo prisional. As expetativas de reinserção social das ciganas dividem-se entre o trabalho e a família. O trabalho (que não as feiras), enquanto principal elemento de mudança e o processo pela qual consideram ser o ponto de partida para uma maior igualdade perante os restantes membros da sociedade e melhoria das suas condições económicas; a família por continuar a ser a sua grande preocupação e fator de ambivalência nas suas decisões, reforçando assim o papel da mulher nas comunidades ciganas. Na perspetiva dos guardas prisionais, a reinserção social positiva destas reclusas passaria por uma intervenção baseada na continuação do acompanhamento existente na prisão, quando libertadas. O fator territorial assume aqui também um papel relevante, no sentido de, quando retomadas à liberdade, as reclusas tenderem a dar uma continuidade dos seus percursos de vida, resistindo assim à mudança, conjugando-se assim vários fatores para a reprodução das situações de desigualdade e pobreza.  aSOCIOLOGIA9558 aETNIA CIGANA9324781 aRECLUSÃO FEMININA94234672Fatima Martinho aREINSERÇÃO SOCIAL9693 aTESE DE MESTRADO95079 aPORTUGAL9279 9421247a316 aBRITObAndreia Ferreira 40709423533 9326154aMACHADObHelenaf1958-4727 jEST1343 104EST_1343_00000000000000052025-02-11698929480773aDGRSPcDGRSPfDGRSP9892kEST1343n2025-02-11o0rMOzEM PDF