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    <subfield code="a">Programa Teixeira de Freitas</subfield>
    <subfield code="e">coopera&#xE7;&#xE3;o internacional</subfield>
    <subfield code="f">Ant&#xF3;nia L&#xF3;pez Espina</subfield>
    <subfield code="g">coord. Renata de Jesus Ferreira, Marcella Florentino de Souza</subfield>
    <subfield code="g">rev. Christine Oliveira Peter da silva</subfield>
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    <subfield code="a">Brasil</subfield>
    <subfield code="c">Supremo Tribunal Federal</subfield>
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    <subfield code="a">Os direitos humanos das pessoas privadas de liberdade t&#xEA;m sido objeto de debate h&#xE1; muito
tempo, assim, em 1992, o Comit&#xEA; de Direitos Humanos, em sua observa&#xE7;&#xE3;o geral n&#xBA; 21, estabeleceu
que o respeito &#xE0; dignidade das pessoas privadas deve ser garantido nas mesmas condi&#xE7;&#xF5;es que os
de pessoas livres.
Tendo como base que as pessoas privadas de liberdade devem perder apenas seu direito
&#xE0; mobilidade, tendo que manter todos os outros direitos e garantias fundamentais e sua dignidade,
que &#xE9; a prerrogativa inerente a todo ser humano, o objetivo principal do trabalho ser&#xE1; demostrar a
inconstitucionalidade que est&#xE3;o cometendo ambos os Estados estudados ao permitir a superlota&#xE7;&#xE3;o
carcer&#xE1;ria e quais ser&#xE3;o as medidas adotadas pelos pa&#xED;ses para solucionar o problema com rela&#xE7;&#xE3;o
&#xE0; justi&#xE7;a restaurativa.
Ao longo do trabalho, foram revisadas as pesquisas de campo que revelavam n&#xFA;meros
cr&#xED;ticos em termos de superlota&#xE7;&#xE3;o e, como ser&#xE1; visto, a superlota&#xE7;&#xE3;o gera outras viola&#xE7;&#xF5;es e outros
riscos entre funcion&#xE1;rios e encarcerados, assim como entre os pr&#xF3;prios presos. Ambos pa&#xED;ses t&#xEA;m
altos &#xED;ndices de superlota&#xE7;&#xE3;o das cadeias, no Chile o &#xFA;ltimo informe do Instituto dos Direitos
Humanos sinalizou que em algumas cadeias a superlota&#xE7;&#xE3;o chega a ser o 88%, enquanto no Brasil
a taxa de ocupa&#xE7;&#xE3;o chega ao 197,4% de acordo com os a dados fornecidos pelo Departamento
Penitenci&#xE1;rio Nacional, pertencente ao Minist&#xE9;rio da Justi&#xE7;a e Seguran&#xE7;a p&#xFA;blica. Os dados s&#xE3;o
alarmantes e acusam a vulnerabilidade dos Direitos Humanos dos presos, sendo o motivo da presente pesquisa sobre a inconstitucionalidade cometida pelos os Estados ao deixar de assegurar
os Direitos Fundamentais dos presos.
No primeiro par&#xE1;grafo, apontou-se que, h&#xE1; mais de vinte anos, foi estabelecido pela
comunidade internacional que os Estados devem garantir a dignidade dos encarcerados; aos
operadores de Direito &#xE9; altamente relevante conhecer a realidade das pris&#xF5;es, tanto na sua estrutura
quanto na qualidade de vida dos detidos, bem como as disposi&#xE7;&#xF5;es dos sistemas jur&#xED;dicos diante da
perspectiva dos tratados internacionais firmamos sobre o direito penitenci&#xE1;rio. As viola&#xE7;&#xF5;es de
direitos dos presos e a indiferen&#xE7;a do Estado quanto &#xE0;s garantias constitucionais e de direitos
humanos a eles reservadas causam inseguran&#xE7;a jur&#xED;dica, e muito al&#xE9;m disso, a n&#xE3;o conformidade
dos pres&#xED;dios e dos protocolos aplicados aos presos com os regulamentos nacionais e internacionais
pode resultar em um estado de coisa inconstitucional.
O respeito &#xE0; todas as pessoas dentro de um estado de direito e o cumprimento da ordem
jur&#xED;dica &#xE9; o que gera seguran&#xE7;a jur&#xED;dica, e esta &#xE9; a import&#xE2;ncia de estabelecer em que escala de
adequa&#xE7;&#xE3;o os pa&#xED;ses est&#xE3;o posicionados, mas tamb&#xE9;m para que os presos sejam tratados com a
dignidade que toda pessoa merece, sem ser violado apenas por estar sujeito &#xE0; tutela do Estado &#x2013;
cumprindo pena de priva&#xE7;&#xE3;o de liberdade ou medida cautelar provis&#xF3;ria. Finalmente, privar o preso
de sua dignidade deveria ser uma circunst&#xE2;ncia agravante da pena, ou ainda uma segunda
condena&#xE7;&#xE3;o atrelada &#xE0; penalidade estabelecida criminalmente - dupla penalidade, e, portanto,
inconstitucional.
O trabalho trata incialmente sobre o que s&#xE3;o direitos humanos e dignidade das pessoas privadas
de liberdade, e como tais institutos jur&#xED;dicos s&#xE3;o protegidos nos sistemas legais dos pa&#xED;ses
estudados; a partir das conceitua&#xE7;&#xF5;es, o estudo buscar&#xE1; mensurar a superlota&#xE7;&#xE3;o das cadeias do
Chile e do Brasil, verificar outras vulnerabilidades nas pris&#xF5;es e seu impacto nos direitos
fundamentais das pessoas privadas de liberdade; continuamente ser&#xE3;o apresentados casos graves
de viola&#xE7;&#xF5;es de direitos, torturas sofridas pelos encarcerados; tamb&#xE9;m ser&#xE3;o pesquisadas as
pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas desenvolvidas para remediar a atual situa&#xE7;&#xE3;o; por fim concluiremos se a justi&#xE7;a
restaurativa &#xE9; um mecanismo de solu&#xE7;&#xE3;o a estas vulnerabilidades dos direitos humanos.</subfield>
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